Veterinária alerta para o câncer de mama em pets

A castração é o meio de reduzir a chance de desenvolvimento da doença

Veterinária alerta para o câncer de mama em pets

Foto: DIVULGAÇÃO - Veterinária diz que, quanto menor o nódulo, melhor para ser retirado

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 08/10/2021

Outubro é marcado pela campanha de conscientização sobre o câncer de mama. O que talvez você não saiba é que o Outubro Rosa também alerta para a prevenção da doença em pets.

O exame das mamas é a principal forma de diagnóstico e a castração o meio para reduzir a chance de desenvolvimento da doença.

De acordo com a médica veterinária Melissa Bueno, assim como as mulheres fazem o autoexame das mamas, os tutores devem fazer o mesmo em suas cadelas e gatas.

“Os proprietários devem criar rotina de contato e palpação dos pets. Sempre que possível, é imprescindível investigar se há pequenas bolinhas (nódulos) ou algo anormal no animal. Ao detectar qualquer anormalidade, o animal deve ser levado imediatamente para atendimento médico veterinário, que vai avaliar o pet e realizar exames que vão apontar se o nódulo é maligno ou não”, alerta.

Segundo ela, quanto menor o nódulo, melhor para ser retirado e a chance de reincidência e metástase diminui.

De acordo com Melissa, o índice de cadelas e gatas com tumores de mama, que chegam ao centro veterinário, é de 70%. Situação que poderia ser reduzida com a mudança cultural, ou seja, castração e não uso de anticoncepcional.

“Castrou tardiamente? Existe a chance de desenvolver câncer de mama. Por isso, precisa ser feito o exame das mamas pelo tutor. Além disso, é necessário observar o ambiente, pois, em caso de uma desestrutura sistêmica no lar, o animal pode desenvolver a doença”, salienta.

Embora mais difícil, assim como nos humanos, os cachorros e gatos também podem ter câncer, principalmente, em caso de mamas mais desenvolvidas ou se apresentarem alguma alteração hormonal. Por isso, o acompanhamento e a observação não devem ser descartados.

Diagnóstico positivo. E agora?

Conforme Melissa, em casos de tumor em estágio avançado, não se pode ‘fugir’ da quimioterapia convencional. Porém, terapias integrativas são aliadas para diminuir os efeitos colaterais, dar mais qualidade de vida e aumentar as chances de cura do animal.

“Usamos a quimioterapia homeopática, física quântica, Reiki, hemoterapia, que são tratamentos integrados e que dão mais qualidade de vida ao paciente”, finaliza.