Serviço de Controle de Endemias de Santa Adélia alerta para combate do Aedes durante a seca

População não pode se descuidar com locais que acumulam água

Serviço de Controle de Endemias de Santa Adélia alerta para combate do Aedes durante a seca

Foto: Divulgação - É importante combater o agente transmissor durante todo o ano, seja época de chuva, seja de estiagem

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local

O período de seca que toda a região está passando também exige cuidados para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

A coordenadora do Serviço de Controle de Endemias de Santa Adélia - Sercesa, Fernanda Bolognini Franco, alerta que é importante combater o agente transmissor durante todo o ano, seja época de chuva, seja de estiagem.

“Mesmo na fase da seca ocorrendo a redução dos ovos, larvas e mosquitos adultos, precisamos combater os criadouros do mosquito Aedes”, adverte.

Fernanda afirma que a prevenção é a principal estratégia a ser adotada para que a população tenha mais segurança.

“Apesar do reduzido volume de água exposto no ambiente nesse período, ainda assim, o Aedes aegypti faz a postura de seus ovos que, mesmos secos, podem durar mais de um ano. Com o retorno das chuvas, o recipiente cheio de ovos acumula água e eles eclodem. E, naturalmente, ocorre a infestação do Aedes”, explica à Coordenadora.

Segundo ela, mesmo durante a estiagem, a população não pode se descuidar com locais que acumulam água. “É muito importante cuidar da cisterna, caixa d’água, calhas e vasos de plantas, por exemplo, porque são locais de foco do mosquito para proliferação do mosquito”, destaca.

A coordenadora reforça que ainda estão sendo encontrados muitos focos pela cidade e todos devem ficar atentos e manter os quintais limpos, sem locais ondem possa acumular água. Fernanda também fala da importância da participação da comunidade nesse trabalho preventivo.

“A população precisa ter a consciência de que a obrigação de manter os imóveis livres de mosquitos é do proprietário ou locatário. Ao poder público cabem as orientações por parte dos agentes comunitários de saúde e de endemias. Os imóveis, no geral, são particulares ou privados, logo, a ação ou omissão do cidadão é fator que determina se naquele local terá ou não mosquitos e, consequentemente, se terá ou não a incômoda presença de doenças como dengue, zika, chikungunya”, completa.