Pneumologista explica sintomas e cuidados necessários com a nova cepa da Influenza

H3N2 tem sintomas semelhantes à Covid, por isso é necessário buscar o tratamento correto

Pneumologista explica sintomas e cuidados necessários com a nova cepa da Influenza

Foto: DIVULGAÇÃO - Pneumologista fala sobre sintomas, prevenção e recomendação aos infectados

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 07/01/2022

A H3N2, nova cepa do vírus Influenza, tem provocado surtos atípicos em diversas cidades do estado e país. O novo vírus tem sintomas semelhantes à Covid-19, por isso, especialistas destacam que é necessário conhecer os sinais e buscar o tratamento correto.

O pneumologista Marcelo Macchione salienta que não há diferença entre H1N1 e H3N2. “Os sintomas são idênticos já que ambos são subtipos do Influenza A.”

O especialista explica que a vacina disponível para gripe pode reduzir risco de complicações e óbitos. “As vacinas são modificadas todos os anos dependendo dos tipos que circularam no ano anterior. As vacinas que foram aplicadas em abril não continham essa variante Darwin. A OMS reuniu-se com especialistas em setembro e já incluiu esse subtipo nas vacinas que começarão ser produzidas agora em janeiro. Assim como na Covid-19, as vacinas reduzem significativamente o risco de complicações e de mortes.”

Macchione orienta os cuidados necessários para prevenção da nova gripe e, também, alerta sobre o grupo de risco. “Os cuidados são aqueles que todos já sabem desde o início da pandemia: máscara de qualidade (e não de pano), evitar aglomerações e locais fechados e higiene das mãos além da vacina, é claro. O grupo considerado de risco são principalmente os menores de cinco anos, idosos e portadores de doenças crônicas.”

Por fim, o pneumologista destaca recomendações necessárias para pessoas infectadas com H3N2. “O suspeito deve se manter em isolamento por até sete dias. O ideal é procurar atendimento para que o diagnóstico seja confirmado. Caso seja confirmado tratar-se de influenza A, existe um antiviral chamado Oseltamivir que, quando administrado nas primeiras 48 horas reduz bastante a intensidade e duração dos sintomas. Além disso, medidas gerais como repouso e alimentação balanceada são fundamentais.”