Mês da Prematuridade destaca importância dos cuidados com os bebês prematuros

Em dez meses, HUSD assistiu 106 bebês entre prematuros e prematuros extremos

Mês da Prematuridade destaca importância dos cuidados com os bebês prematuros

Créditos: Unimed Catanduva - Pais de Yasmin, prematura extrema, acompanham evolução da bebê

Da Reportagem Local
Publicado em 17/11/2021

O mês de novembro celebra os cuidados e atenção com bebês prematuros. Denominado Novembro Roxo, o período sugere ações e reflexões acerca do assunto, com foco para a redução na taxa de mortalidade em bebês nascidos antes da hora. Para 2021, o tema sugerido é 'Separação Zero', na tentativa de manter a criança o mais próximo possível da mãe.

No Hospital Unimed São Domingos (HUSD), os recém-nascidos são monitorados desde o nascimento e durante o período de internação por equipe multiprofissional especializada, 24 horas por dia, com avaliações médicas constantes. A UTI Neonatal conta com equipamentos que promovem uma melhor qualidade no tratamento dos bebês.

De janeiro a outubro deste ano, a unidade assistiu a 106 bebês prematuros (nascidos abaixo de 37 semanas) e prematuros extremos (nascidos abaixo de 28 semanas). Do total, 90,6% sobreviveram.

De acordo com o pediatra intensivista José Marcondes Netto, responsável pela UTI Neonatal e Infantil do HUSD, o bebê prematuro inspira cuidados extremos e específicos para manter a sua integridade evolutiva.

“O bebê precisa do acompanhamento de especialistas para garantir que o seu desenvolvimento aconteça da melhor forma possível”, ressalta a enfermeira coordenadora da UTI Neonatal e Infantil, Raíssa Somer.

O casal André Anastácio da Silva, 32 anos, e Viviane Bueno Souza Ribeiro, 40, são pais da prematura extrema Yasmin. Ela nasceu em 20 de outubro e segue internada no HUSD, recebendo todos os cuidados necessários para uma melhor evolução.

Em razão de uma complicação durante a gravidez, o parto de Viviane precisou ser antecipado na 28ª semana de gestação. Yasmin nasceu com 1.100 quilo e 39 centímetros. Atualmente, ela pesa 1.570 quilo. 

 “A fase da prematuridade é um misto de sentimentos: amor, incerteza, fé e esperança; ao mesmo tempo, temos medo de deixá-la no hospital e receber uma notícia negativa sobre o seu quadro de saúde. Porém, mantemos a confiança porque sabemos que aqui é o melhor lugar em que ela poderia estar”, disse a mãe.

“Nossa expectativa era ela nascer e já levar para casa. Mas, como nasceu prematura vivenciamos uma fase difícil, principalmente quando vejo a mãe com dificuldade de amamentar. Com o apoio da equipe, vemos que a Yasmin está evoluindo bem e a Viviane recebe a ajuda necessária”, explicou o pai ao se referir ao trabalho de ordenha oferecido pelo hospital.

A unidade conta com a sala de ordenha específica para coleta de leite materno das mães que possuem bebês internados na UTI Neonatal, fornecendo aos seus bebês a melhor forma de nutrir: o leite materno da mãe.