Hoje é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

De acordo com a OMS, os índices de obesidade quase triplicaram desde 1975

Hoje é Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

Foto: DIVULGAÇÃO - Nutricionista diz que prevenção deve ser iniciada desde a infância

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 11/10/2021

Nesta segunda-feira, 11, é celebrado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da prevenção da doença. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os índices de obesidade quase triplicaram desde 1975.

A nutricionista Ana Carolina Ferreira Fumagalli, concedeu entrevista ao Jornal O Regional e explicou sobre a doença, tratamento e prevenção.

“A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de peso e acúmulo de gordura corporal. A Organização Mundial da Saúde aponta obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, e no Brasil mais de 50% da população está acima do peso”, afirma.

Para determinar se uma pessoa está obesa ou não, é feito o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso do paciente por sua altura elevada ao quadrado. O valor obtido é inserido em uma tabela que possui valores para abaixo do peso normal, dentro do peso normal, acima do peso, obesidade grau I, obesidade grau II e obesidade grau III.

“A obesidade infantil também é determinada pelo IMC, com valores de referência que são diferentes dos adultos, sendo que essa condição precisa ser observada com atenção, já que pode trazer consequências para a vida adulta”, alerta a profissional.

Ana Carolina fala sobre as causas da obesidade. “A principal delas é o consumo exagerado de calorias proveniente de alimentos. De forma geral, o acúmulo de gordura acontece quando há um desequilíbrio entre a energia que é ingerida por meio das refeições e a energia que é gasta pelo corpo nas atividades do dia a dia.”

A prevenção da obesidade, orienta a nutricionista, deve ser iniciada desde a infância, com a adoção de hábitos saudáveis pela família e incentivo à prática de atividade física.

“O aumento de estímulos externos ocasionados pela televisão, internet, incentivaram o consumo de alimentos industrializados ricos em carboidratos e gorduras trans, o que pode explicar, em parte, o aumento da incidência de obesidade na população. A mudança do estilo de vida, que compreende reeducação alimentar e atividade física é a base do tratamento clínico da obesidade. Sem ela, dificilmente se atingirá uma perda de peso necessária para melhorar a saúde e, muito menos, essa perda será duradoura", explica.

E acrescenta que "independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingestão calórica total. Fazer boas escolhas, incluindo na rotina o consumo de alimentos naturais como frutas, verduras e legumes. Evitando produtos industrializados, embutidos e fast Food. Praticar atividade física; encontrar alguma atividade que dê prazer em fazer, como caminhadas ao ar livre, corrida, bicicleta, musculação, tênis, vôlei, futebol, natação, dança, entre tantas outras”.

É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico, com ajuda de profissional.

A profissional destaca, ainda, que a obesidade está além do peso. “A obesidade é fator de risco para uma série de doenças que vai além do peso. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula. A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão”.

Ana Carolina ressalta, também, que é essencial o acompanhamento com profissional devidamente capacitado para orientar sobre as melhores estratégias nutricionais individualizadas.