Em novo levantamento, Catanduva registra declínio no índice larvário do Aedes

Índice ficou em 1,3%, bem abaixo dos 4,6% registrados em abril

Em novo levantamento, Catanduva registra declínio no índice larvário do Aedes

Foto: PREFEITURA DE CATANDUVA - Agentes visitaram casas para verificar índice de infestação de larvas

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A mais recente Avaliação de Densidade Larvária (ADL) revela que Catanduva apresentou declínio em relação à infestação do mosquito transmissor da dengue. Enquanto que em abril o percentual ficou em 4,6%, agora em julho chegou a 1,3%, número bem menor do que o visto na amostragem anterior. O estudo é feito pela Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa).

A Secretaria Municipal de Saúde atribui a redução significativa no índice às campanhas de conscientização, às visitas de bloqueio e à nebulização, ações que compõem a rotina de trabalho das equipes.

Apesar da boa notícia, Catanduva está em estado de alerta para a infestação do Aedes aegypti, tendo em vista que o percentual satisfatório determinado pela Organização Mundial de Saúde, a OMS, é de 1%.

Durante a avaliação, os agentes de endemias vistoriaram 6.243 imóveis, sendo que 2.986 atenderam a visitação e outros 3.257 estavam fechados, no momento da inspeção. “O grande desafio do trabalho em campo é reduzir o alto número de residências fechadas à visitação”, pontua o setor.

Ainda segundo a Secretaria de Saúde, outras ações que favorecem o combate são as de limpeza da cidade, feitas em conjunto com equipes das secretarias de Obras e Meio Ambiente, assim como os mutirões de limpeza aos sábados.

“Também o forte trabalho educativo de forma engajada e direcionada a diversos nichos da população, além da parceria com empresas e comércios”, completa.

Dentre os principais criadouros encontrados nesta amostragem aparecem ralos internos e externos, bebedouro de animais, vasos de planta, lonas de plásticos e materiais inservíveis das residências vistoriadas.

REGIÕES

A região com maior incidência de criadouros é a Área 4, com 2%, composta pelos bairros Alpino, Jorge Maud, Cidade Jardim e Jardim Paraíso. Na sequência está a Área 3, quase empatada com 1,99%, que integra o Centro, Agudo Romão, Aeroporto, Vila Rodrigues, Vila Amêndola, Joaquim Lopes e Miguel Elias.

Com base no relatório, a EMCAa fará novo cronograma de combate e controle do Aedes aegypti. Denúncias podem ser feitas pelo telefone (17) 3531-9200.