Dezembro Laranja: conheça os sinais de alerta para o câncer de pele

Tumor maligno que mais afeta a população pode ter chances de incidência reduzidas

Dezembro Laranja: conheça os sinais de alerta para o câncer de pele

Foto: DIVULGAÇÃO - Oncologista lembra que risco é maior para pessoas de pele clara

Da Reportagem Local
Publicado em 30/11/2021

A proximidade do verão acende um importante alerta: a exposição prolongada ao sol sem proteção adequada pode, além de causar o envelhecimento precoce, aumentar em até 10x o risco de câncer de pele, o mais incidente entre os brasileiros, correspondendo a um total que ultrapassa a marca de 185 mil novos casos a cada ano - cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

"Os melanócitos e queratinócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e, quando expostos à radiação solar, podem aumentar em número e tamanho. O câncer de pele ocorre quando há crescimento anormal e excessivo dessas células que compõem a pele e pode ser de dois tipos: melanoma e não-melanoma, sendo o primeiro responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados entre os brasileiros", explica Sheila Ferreira, oncologista da Oncoclínicas São Paulo.

De acordo com a especialista, esse índice está diretamente relacionado à constante exposição à radiação ultravioleta (UV) sem uso de proteção adequada. "Os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira e algumas vezes dor e geralmente surgem em áreas muito expostas ao sol, como rosto, pescoço e braços", diz.

Para pessoas que costumam ficar expostas ao sol, é preciso reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte.

"Pessoas de pele clara, cabelos claros ou ruivos, com sardas e olhos claros são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não-melanoma", destaca Sheila.

É importante a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. A análise da mudança nas características dessas lesões é de extrema importância para um diagnóstico precoce.