Asilos da região reforçam restrições diante da alta de casos de Covid e Influenza

Visitas presenciais estão suspensas em todas as unidades como medida preventiva

Asilos da região reforçam restrições diante da alta de casos de Covid e Influenza

Foto: DIVULGAÇÃO - Recanto Monsenhor Albino suspendeu visitas, reforçou sanitização e mantém distanciamento entre os idosos até mesmo durante as refeições

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 06/01/2022

As Instituições de Longa Permanência Para Idosos (ILPIs) da região de Catanduva reforçaram as medidas de prevenção à Covid-19 e à Influenza. Cada uma à sua maneira restringiu um pouco mais a visitação de familiares para proteger os residentes, que integram o grupo mais vulnerável para essas doenças e cujas confirmações voltaram a aumentar.

No Recanto Nosso Lar, de Catanduva, que acolhe senhoras idosas com Mal de Alzheimer e doenças congêneres, as visitas estão restritas desde o início da pandemia. O contato familiar, segundo o presidente da entidade, Anelino de Jesus Rocha, o Lino, é feito por videochamadas.

Nos meses de novembro e dezembro, entretanto, a instituição autorizou visitas presenciais com distanciamento. Uma cabine de vidro foi instalada para separar as 40 idosas de seus familiares. “Agora com o agravamento dos casos de Covid e da gripe, suspendemos novamente as visitas, voltando às videochamadas, até que as coisas se normalizem”, explica Lino.

O Recanto Monsenhor Albino também reforçou as medidas. No final do ano passado, as visitas dos familiares aos idosos foram agendadas; agora, estão canceladas. A entidade intensificou a sanitização de todo o prédio; as máscaras foram mudadas, de cirúrgica para N95 para todos os colaboradores, e a qualquer sintoma de resfriado os colaboradores são afastados.

Outra medida tomada pela direção do Recanto foi manter o distanciamento, evitando aglomeração nos horários das refeições. “Quanto aos idosos, todos estão bem, sem nenhum sintoma de gripe”, informou a instituição, que abriga 31 pessoas de ambos os sexos.

Na Vila São Vicente de Paulo, o afastamento entre idosos e familiares começou em março de 2020. A circulação de alguns residentes pelo bairro e comércio, antes permitida, também foi suspensa. Mesmo assim, a instituição vivenciou dois surtos da doença e, no período mais crítico, transformou um dos pavilhões em ala de isolamento para idosos com Covid-19.

“Chegamos a fazer visitas presenciais por um curto período, utilizando uma cabine instalada na recepção da unidade. Depois, essa atividade foi suspensa. A reforma do pavilhão feminino, ainda em andamento, também reduziu espaços e adiou os planos de retomada e, agora, com a alta de casos na cidade, seguimos sem previsão”, relata a assistente social Karina Varoto.

A profissional afirma que todos os passos estão sendo analisados com prudência. “Tudo está fazendo com que tenhamos muita cautela. Em uma instituição como essa, com idosos acamados e debilitados, perde-se controle total em caso de surto”, completa, relembrando os tristes episódios enfrentados durante a pandemia, com residentes e funcionários contaminados.

Em Santa Adélia, o Lar dos Velhinhos Decolores também suspendeu temporariamente as visitas aos idosos – são 28 no total – no dia 4 de janeiro, por prevenção. A instituição, segundo a assistente social Andrea Mara Pelegrin, adotou como referência o feriado de 15 de novembro e monitorou, desde então, junto à saúde pública, o avanço dos casos de Covid na cidade.

“Agimos sempre com muita cautela, retomamos as visitas no ano passado, pois elas são muito importantes para os idosos, mas seguimos de forma rígida o protocolo sanitário, inclusive com agendamento e restrição do número de familiares”, conta a profissional.

No caso da Associação Beneficente de Pindorama, o Lar dos Velhinhos, as visitas presenciais foram suspensas no início da pandemia e um modelo diferenciado foi adotado a partir de setembro deste ano: com agendamento, familiares permanecem na calçada para ver os idosos através do alambrado, mantendo distanciamento e uso de máscara de proteção.

“A pandemia mexeu demais com o emocional dos idosos, devido a essa distância da família, apesar das chamadas de vídeo, mas não é a mesma coisa. Então adotamos esse modelo de visita para eles terem contato visual com os familiares e houve melhora da saúde emocional daqueles que viram seus parentes”, garante a enfermeira responsável Pâmela Dias Baltazar Curan.

Com 67 idosos acolhidos, o Lar dos Velhinhos não tem casos positivos da Covid-19, mas tem alguns residentes gripados, já em tratamento. O momento, segundo Pâmela, é de preocupação com a alta dos números na cidade. “Estamos em contato com a equipe de Saúde e, a depender do andamento, cogitamos suspender as visitas de forma integral, por precaução.”