Agência Nacional de Saúde lança campanha contra cesarianas desnecessárias

Medida faz parte do programa Parto Adequado liderado pela própria ANS

Agência Nacional de Saúde lança campanha contra cesarianas desnecessárias

Foto: Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil - Cesáreas podem provocar riscos tanto à saúde da gestante quanto da criança

Agência Brasil
Publicado em 20/12/2021

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou nova edição da campanha contra a marcação de cesarianas sem necessidade ou indicação clínica. A medida faz parte do Movimento Parto Adequado, iniciativa voltada a promover boas práticas de saúde materna e infantil.

O agendamento do parto por meio de cesariana, realizando o parto em momento distinto de quando o bebê está pronto para nascer, pode provocar riscos tanto à saúde da gestante quanto da própria criança.

A agência reguladora aponta que cesáreas sem indicação clínica podem contribuir para hemorragias, dificuldades na adaptação à amamentação e infecções puerperais. Para os bebês são mais frequentes prematuridade, hipoglicemia, icterícia e dificuldade de manter a temperatura corporal. 

Conforme o Painel de Indicadores de Atenção Materna e Neonatal, a maioria dos partos em hospitais privados em 2019 (37,3%) ocorreu entre a 37ª e a 38ª semana. Neste momento, os órgãos vitais do bebê ainda estão completando sua formação, razão pela qual a interrupção da gestação pode trazer consequências prejudiciais. O tempo ideal é de 39 semanas.  

Segundo dados da ANS, 80% dos partos foram por meio do procedimento de cesariana em 2020. No total, foram 484 mil nascimentos, sendo 400,2 mil fazendo uso do procedimento cirúrgico.

As cesarianas podem ser um recurso importante, na avaliação da ANS. Não em razão de uma conveniência, mas sim quando houver uma necessidade clínica, indicada claramente pelo médico responsável.

O Movimento Parto Adequado é uma iniciativa da ANS em parceria com o Hospital Albert Einstein e com o Ministério da Saúde. Entre as ações estão projetos para incentivar novas formas de atenção à gestação, evitando riscos desnecessários.

São medidas recomendadas pelo movimento o acompanhamento pré-natal adequado, a ampliação de equipes multiprofissionais de plantão para apoiar ou realizar o parto e incentivo a métodos sem o uso de remédios para aliviar a dor durante o processo, como uso do chuveiro.