90% dos casos de câncer de mama são percebidos pelas próprias mulheres, afirma médico

O oncologista Ramon de Mello ressalta a importância da prevenção

90% dos casos de câncer de mama são percebidos pelas próprias mulheres, afirma médico

Foto: DIVULGAÇÃO - Médico diz que diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento

Da Reportagem Local
Publicado em 02/10/21

 As próprias mulheres reconhecem, em 90% dos casos de câncer de mama, alguma manifestação do tumor, que pode apresentar nódulos fixos e geralmente indolores. Em outras pacientes, a pele da mama pode ficar avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja.

“O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Mesmo para as mulheres sem histórico familiar ou sem outros riscos, o check up deve ser realizado periodicamente”, esclarece Ramon Andrade de Mello, médico oncologista, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal).

O Ministério da Saúde recomenda a oferta de mamografia para mulheres entre 50 e 69 anos, a cada dois anos. Independentemente da existência ou não de sintomas suspeitos, o exame deve ser realizado. O médico explica que para algumas pacientes é indicado um programa de rastreio, que também ajuda na prevenção da doença.

O oncologista esclarece que algumas mulheres também podem apresentar alterações no bico do peito, pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço: “O aparecimento de líquido anormal saindo dos mamilos também precisa ser investigado pelo especialista”.

RISCOS

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Entre os fatores de risco, estão o consumo de bebida alcoólica, obesidade e sobrepeso após a menopausa. “A prática de atividade física frequente reduz a possibilidade de ocorrência do tumor”, orienta Ramon de Mello.

Além dos fatores genéticos, o uso prolongado de contraceptivos hormonais e a reposição hormonal pós-menopausa também podem aumentar os fatores de riscos da doença.