• Daniele Jammal

Tabagismo eleva chances de contágio pela Covid-19, alerta especialista

Fumante tem maior risco de se contaminar e ainda compõe grupo de risco

Foto: DIVULGAÇÃO - Pneumologista frisa que a inalação de substâncias tabaco relacionadas é fator de risco para contaminação e transmissão da Covid-19


Guilherme Gandini

Editor-Chefe

Por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste domingo, 29, o médico pneumologista Renato Macchione alerta que, além de todos os riscos e enfermidades já conhecidas, o tabagismo pode tornar as pessoas mais vulneráveis ao contágio pelo novo coronavírus. A situação está relacionada aos hábitos que envolvem o próprio ato de fumar.

“A pessoa tem que tirar a máscara, abrir o maço, oferece a outro, coloca o cigarro na boca, solta a fumaça, inala, tosse, então ela tem maior condição de transmitir a Covid-19 para as pessoas ao seu redor caso ela esteja infectada, bem como participar de situações que ele assume o risco de se auto contaminar durante a inalação do tabaco”, frisa.

Outra prática de alto risco é o narguilé, que é tradicionalmente feito em grupo. “O narguilé, como todos conhecem, passa de boca em boca, a saliva é altamente contagiosa e, portanto, pode transmitir o novo coronavírus entre os participantes da sessão de inalação”.

O profissional de saúde, que atua com prevenção e tratamento de fumantes, ressalta que o tabagismo ocasiona mais de uma centena de doenças cardiovasculares, respiratórias, enfisemas, derrame e é o maior causador dos tumores, em qualquer forma de tabaco ou nicotina inalada.

“Não é porque é o paeirinho que é menos grave ou natural, não caiam nessa. Ele faz tão mal ou até mais que o cigarro. O narguilé, que se diz ser filtrado pela água, também não tem nenhuma segurança. E quanto aos componentes eletrônicos, também não”, assegura.

Macchione diz que é preciso considerar a inalação de substâncias tabaco relacionadas como fator de risco para contaminação e transmissão da Covid-19. Além disso, o paciente fumante infectado pelo novo vírus tem mais chances de desenvolver quadro mais grave da doença.

“Vamos ter um momento de reflexão, controle e manutenção da prevenção ao tabaco”, propõe o pneumologista, fazendo menção ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, data criada em 1986 e que visa reforçar as ações de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

É possível contar com ajuda médica para o abandono do vício, que pode e deve ser tratado como uma doença. Em Catanduva, a orientação é que o cidadão procure pela unidade de saúde mais próxima de sua residência, porta de entrada do SUS, para ser orientado sobre o tratamento.


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