• Daniele Jammal

PROMESSA: Padre Osvaldo garante salários em dia apesar do gasto elevado com o Dissídio

Prefeito diz ter economizado R$ 5 milhões por mês para pagar as dívidas


Foto: O REGIONAL - Padre Osvaldo afirma ter feito ajustes financeiros e trabalhado dentro das possibilidades para economizar recursos com intuito de quitar as dívidas



Guilherme Gandini

Editor-Chefe


O prefeito Padre Osvaldo (PSDB) assumiu compromisso em entrevista exclusiva a O Regional de manter os salários dos servidores em dia ao longo deste ano e também no próximo, apesar do grande volume de recursos direcionados ao pagamento das dívidas do dissídio de 2015. “Os funcionários podem ficar tranquilos, seguros, este ano e o ano que vem”, afirmou.


O chefe do Executivo diz ter economizado cerca de R$ 5 milhões ao mês, a partir de ajustes financeiros e de uma “reforma interna”, para conseguir ter saldo suficiente para fazer o pagamento dos valores devidos ao funcionalismo.


Intenção inicial da Prefeitura era financiar a dívida do dissídio de 2015

“Quando recebemos a Prefeitura, nos passaram que este ano haveria um déficit de R$ 14 a 18 milhões, devido à queda de receita em relação à pandemia. Além disso, herdamos pagamentos que deveriam ter sido feitos em dezembro, algo em torno de R$ 4 milhões. Mais R$ 5,2 milhões do cartão alimentação e R$ 23 milhões do dissídio. Se contarmos, seriam quase R$ 50 milhões. Então tivemos que fazer ajustes, segurar várias coisas e ir trabalhando com as nossas possibilidades”, relata.


A intenção inicial era financiar a dívida. “Fomos buscar financiamentos, batendo na porta de setores financeiros, seja do Estado ou privados, para ver se conseguiríamos financiar o dissídio. Hoje, entretanto, são grandes as dificuldades para empréstimo para pagamento de dívidas. As portas não se abriram, porque não existe esse tipo de crédito”, conta Osvaldo.


Com o cartão alimentação quitado em janeiro, ele diz ter visualizado em junho a possibilidade de pagar o restante em parcela única. “Pagamos em função de economia, praticamente de R$ 5 milhões por mês, e estamos com pagamentos futuros projetados, programados. Os funcionários públicos não terão perdas. Foi um ajuste financeiro, uma reforma interna.”


Segundo o prefeito, para quitar todas as pendências referentes ao dissídio de 2015, deixadas pelo ex-prefeito Geraldo Vinholi, restará apenas o pagamento de 36 parcelas das contribuições patronais negociadas junto ao IPMC – Instituto de Previdência dos Municipiários de Catanduva.

31 visualizações0 comentário