• Daniele Jammal

Professora de Catanduva promove aula online de Libras para alunos surdos


De acordo com a Patrícia Pereira Angulo Vilarinho, as aulas são administradas para três alunos


Foto: Divulgação - Trabalho é realizado de forma online, com a introdução e o ensino da Libras com os alunos



Myllaynne Lima

Da Reportagem Local


Pensando na inclusão de três alunos nas aulas virtuais, a professora Patrícia Pereira Angulo Vilarinho está promovendo o ensino da Língua Brasileira de Sinais, a Libras, durante o período de pandemia.


“A Libras é considerada a língua materna dos surdos, na verdade, o que seria ideal para que houvesse realmente uma inclusão seria a presença de um intérprete de Libras em sala de aula. Nós estamos trabalhando com isso, a Secretaria de Educação está empenhada, assim que houver o retorno das aulas presenciais, estamos vendo a possibilidade de ter esse profissional trabalhando em tempo integral na sala de aula juntamente com o professor”, comenta.


Todos os alunos ainda estão no período de alfabetização, apesar de terem idades totalmente diferentes

Atualmente, o trabalho é realizado de forma online. “Faço a introdução e o ensino da Libras com essas crianças, trabalhando a questão do alfabeto, da língua e em parceria junto com os professores de sala de aula e também com as coordenadoras da escola. Eu faço um atendimento online duas vezes por semana com cada um desses alunos, envio as atividades pra eles e cada um realiza junto comigo nesse trabalho em libras”, explica.


De acordo com Patrícia, as aulas são ministradas para três alunos, o Arthur Lima Soares de Oliveira, de 9 anos, da 3ª série da EMEIF Prof.ª Graciema Ramos da Silva, Nicoly Souza da Silva de 7 anos, da 1ª série da EMEIF Luzia Aparecida Sestito Gradella, e o André, 35 anos, aluno da EJA, do 4º ano do ensino fundamental na EMES-FM Prof. Claudiomar Couto - CAIC.


“Todos os alunos ainda estão no período de alfabetização, apesar de terem idades totalmente diferentes, o André que veio do Mato Grosso era um surdo que não tinha contato nenhum com a língua de sinais. Trabalho com ele desde 2019 e hoje ele já consegue se comunicar super bem, mas ainda está em um processo de alfabetização. A Nicole é uma aluna da primeira série, muito esperta, ela vai super bem nas atividades e matérias”, detalha.


Na visão da profissional, o ideal seria que as escolas se tornassem bilíngues, em que o próprio professor fosse usuário da Libras, pra que aluno com deficiência tenha direito à educação bilíngue – já que a Libras é sua primeira língua.


“Quando voltarem as aulas presenciais, vamos fazer um trabalho mais intensificado, mais direto, onde a sala vai estar adaptada para receber esses alunos com materiais visuais, introdução do alfabeto, os sinais, a conversação, para que eles possam realmente ter essa inclusão dentro da sala de aula enquanto não se houver a possibilidade de ter um trabalho bilíngue”, completa.



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