• Daniele Jammal

Prefeitura gasta quase R$ 58 mil em produto feito à base de maconha após ordens judiciais

Secretaria de Saúde pagou R$ 1.720,00 por cada frasco de 30 ml do produto

Foto: PFARMA - Compra do produto à base de maconha atende decisões judiciais


Da Reportagem Local


O governo do prefeito Padre Osvaldo (PSDB) já gastou R$ 57.960,00 para aquisição de um produto feito à base de maconha. É o óleo de canabidiol, produzido por uma empresa chamada Farmausa, de Volta Redonda, no Rio de Janeiro.


A Secretaria de Saúde de Catanduva pagou R$ 1.720,00 por cada frasco de 30 ml do produto, em sua última aquisição. As informações são do Portal da Transparência do Município. A compra do produto à base de maconha é feita para atender a decisões judiciais.


De acordo com o levantamento feito pela reportagem, foram pelo menos quatro compras, com autorizações emitidas em 25 de fevereiro, 23 de abril e 21 de julho.


O canabidiol é uma substância extraída da planta Cannabis, que atua no sistema nervoso central e apresenta potencial terapêutico para tratamento de doenças psiquiátricas ou neurodegenerativas, como esclerose múltipla, esquizofrenia, Parkinson e epilepsia.


Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a criação de uma nova categoria de produtos derivados de Cannabis. A Resolução aprovada entrou em vigor no dia 10 de março deste ano. Desde então, as empresas interessadas em fabricar e comercializar esses produtos puderam solicitar o pedido de autorização à agência.


De acordo com a Anvisa, a nova categoria vai permitir que os pacientes no Brasil tenham acesso a esses produtos – que não são classificados como medicamentos.


“A regra para o registro de medicamentos novos ou inovadores prevê a realização de pesquisas clínicas que sejam capazes de comprovar a eficácia desses produtos, além de outros requisitos para o seu enquadramento como medicamentos. O atual estágio técnico-científico em que se encontram os produtos à base de Cannabis no mundo não é suficiente para a sua aprovação como medicamentos”, afirma o órgão.


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