• Daniele Jammal

PENEIRA FINA – 29/10/2021

Coluna – SEXTA-FEIRA

RESULTADO DO PLEBISCITO

Ontem, no final da tarde, foi realizada no auditório da Prefeitura a apuração do plesbicito sobre o cartão alimentação. Servidores públicos, dirigentes do Simcat e diretores da administração participaram da contagem de votos. E conforme já havíamos divulgado durante a semana, não era necessário ser nenhuma “Mãe Dinah” para saber o resultado: 1.238 servidores votaram e 74% (918 votos) optaram pela mudança do cartão em dinheiro na conta; 26% (319 votos) não desejavam a mudança e ainda foi computado um voto nulo.

SILÊNCIO DOS BONS

A manchete de ontem do Jornal O Regional: “Prefeitos criticam novo pedágio em Cedral; Padre Osvaldo silencia”, causou alvoroço e barulho não só nos meios políticos como também entre a população catanduvense, principalmente os que necessitam usar a rodovia Washington Luís para trabalho ou estudos. Um leitor entrou em contato com a coluna para citar uma frase de Martin Luther King: “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”.

EMBATE

Fazia tempo que não havia um embate de opiniões na tribuna da Câmara Municipal. Mas acabou acontecendo na última sessão, na terça-feira, entre os vereadores Marquinhos Ferreira (PT) e Gleison Begalli (PDT), quando discutiam o orçamento municipal para o próximo ano.


CAUTELA

Marquinhos iniciou seu discurso pedindo cautela na votação do orçamento, citando que todas as secretarias tiveram um aumento de 20% para o ano de 2022 em comparação ao ano atual, mas ao citar sobre o valor do orçamento destinado à Câmara Municipal demonstrou toda a sua preocupação, o seu descontentamento. “A Câmara deveria ter um orçamento de aproximadamente R$ 16 milhões e o presidente colocou um valor de R$ 9.657.000,00. Só a folha de pagamento da casa dá mais de R$ 7 milhões”.


CRÍTICAS

As críticas não pararam, citando que o prédio da Câmara está em local de risco com possibilidades de enchentes. “Deu uma chuvinha de nada na terça-feira e inundou gabinetes. Não devemos correr esse risco de baixar o orçamento bruscamente”, citou Ferreira. O edil disse na tribuna que entrou em contato com um “amigo” do Tribunal de Contas e o mesmo alarmou que “ao baixar o orçamento da Casa, o próximo presidente continuará com o valor irrisório que não dá para tocar.”


SUCATEADA

Além das críticas e dizendo que a Câmara Municipal está sucateada, Marquinhos fez diversas reclamações: “faz 10 meses que estou pedindo um ar-condicionado que está queimado. É vergonhoso. Nós não temos um computador bom. Temos impressora jogada no banheiro porque não compra tonner. Umas impressoras sucateadas. Eu nunca vi uma Câmara com falta de estrutura. Eu sou da oposição e sequer fui convidado a fazer um cartão (de visitas). Mas eu não dependo de cartão”, disse o edil, frisando que está pensando no próximo presidente, da próxima gestão.


TORPEDO

Ao pedir para os vereadores analisarem o orçamento, Ferreira saiu com a seguinte frase: “vocês não têm que economizar na Câmara. O dinheiro pode ser devolvido no final do ano”. E acabou enviando um torpedo com destino certo ao presidente da Câmara: “não podemos fazer política com o orçamento da casa. Estou sendo cauteloso e por isso que voto contra.”


PEDIDOS ATENDIDOS

Após a saída de Marquinhos, o presidente da Casa Gleison Begalli (PDT) ocupou rapidamente a tribuna para discutir o orçamento e dar a resposta ao nobre colega, dizendo que era pertinente a preocupação de Marquinhos Ferreira. “Assumi a presidência da Casa com o firme propósito de fazer uma administração austera, correta e uma administração para o bem da nossa cidade e de nossos munícipes. No meu entendimento, tudo aquilo que foi solicitado pelos senhores vereadores foi sempre atendido.” O presidente da Câmara disse ainda que no trabalho público nem sempre consegue dar a rapidez necessária para as compras e aquisições de um dia para o outro.


EFICIÊNCIA

Sobre a redução do orçamento, Begalli disse que não poderia pegar a sobra e investir na cidade. “Ficar com o dinheiro no cofre, guardado, durante o ano todo, para fazer uma devolução no final do ano, atrapalha a vida do Executivo e consequentemente a vida pessoas. O dinheiro que poderia ser empregado no desenvolvimento da cidade, fica parado no caixa da Câmara Municipal. Existe uma diferença entre economizar e ter eficiência com o dinheiro público. Tenho minha consciência tranquila”, frisou o presidente.


SARAU

O grupo de poesia Guilherme de Almeida adiou o Sarau que seria realizado amanhã na Estação Cultura, em homenagem ao Outubro Rosa. A nova data será 27 de novembro. O motivo da mudança de data ocorre em virtude do ponto facultativo dos servidores municipais.


A FRASE

“Pensamentos valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda; não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer.” (Machado de Assis, escritor e poeta brasileiro)

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