• Daniele Jammal

PENEIRA FINA – 05/11/2021

Coluna – SEXTA-FEIRA

CALDEIRÃO QUENTE

O clima dos bastidores políticos da Câmara Municipal está quente, apesar da amistosidade que é passada nas sessões semanais da Casa de Leis. Divisão de grupos, desmanche da 'Tropa Celestial' e até mesmo uma presidência solitária.


GRUPOS

Na sessão realizada na última quarta-feira, a votação de um Projeto de Lei Complementar, o PLC 22/2021, de autoria do presidente da Casa, vereador Gleison Begalli (PDT), demonstrou bem a 'queda de braços' que ocorre no Legislativo. O projeto revogaria a lei complementar nº 970, de 27/08/2019, que dispõe sobre a concessão do Adicional de Qualificação (AQ) aos servidores da Câmara Municipal de Catanduva. Quem possui curso superior tem um adicional de 5% no salário. A Lei de 2019 foi sancionada pelo vice-presidente da Câmara, na época, Amarildo Davoli.


EMBATE

Ao discutir o Projeto de Lei Complementar, Mauricio Gouvêa (PSDB) ocupou a tribuna Carlos Machado posicionando-se contra a aprovação do referido projeto e solicitando a votação nominal do PLC. “O parecer da GoverNet relativo à lei é contraditório, dando dupla interpretação. Sou a favor do pagamento de adicional para os funcionários da Casa.” Em seguida, Begalli também utilizou a tribuna afirmando que a lei feria alguns princípios, dando margem para muitas interpretações, e pediu aos colegas de plenário para acompanhá-lo na revogação da lei. “Respeito o Maurício e fica a critério dos nobres pares pela decisão”, finalizou Gleison.

ARTICULAÇÃO

Enquanto Gleison encerrava a sua fala na tribuna, Gouvêa já se movimentava no plenário com o grupo de vereadores, para a votação. Ao explicar a votação, o presidente da Casa deu o exemplo citando nomes: “para ser mais claro, os vereadores favoráveis ao meu posicionamento dirão sim, e ao posicionamento do vereador Maurício Gouvêa dirão não.”

GOLPEADO

Pelo placar de 7 a 6, o “Não” ganhou e o PLC foi rejeitado. Isso demonstrou o crescimento do grupo da oposição e a perda de força do presidente Gleison Begalli. Dentro da própria mesa diretora, o projeto de Begalli recebeu dois votos pela rejeição: do vice-presidente Patrick Camelo Rolim Cesar e do 2º secretário Luís Pereira.


NOMES AOS VOTOS

Os vereadores que votaram pela aprovação do projeto foram: Bellê (Cidadania), Gleison, Ivan Bernardi (PRTB), Ivânia Soldatti (Republicanos), Maurício Ferreira (PDT) e Nelson Tozo (PDT). Votaram pela rejeição os vereadores Mauricio Gouvêa (PSDB), Alan Marçal (Progressistas), Luís Pereira (PSDB), Marquinhos Ferreira (PT), Patrick Camelo Rolim Cesar (Republicanos), Carlos Alexandre - Gordo do Restaurante (PSDB) e Taise Braz (PT).

ANÁLISES

Alguns pseudo-analistas políticos consideram que se a eleição para presidência da Câmara fosse hoje, a Tropa Celestial não faria mais nenhum integrante, e o nome mais lembrado seria do edil Alan Marçal, integrante do grupo. Mas tudo isso é especulação, afinal ainda temos um ano e dois meses de mandato da atual gestão da mesa diretora.

CHATO SIM

Um vídeo preparado pela campanha de João Doria (PSDB), que disputa a vaga de seu partido para concorrer à Presidência da República em 2022, afirma que o governador de São Paulo é chato, mas competente, e que foi ele o responsável por garantir a vacina contra a Covid-19 para brasileiros de diversas regiões. A peça cita o fato de Doria ser chamado de "calça apertada" por bolsonaristas e de "coxinha" por seus desafetos petistas. Finalmente, uma campanha de marketing político está falando 50% da verdade...

ALIANÇA IMPROVÁVEL

Isso que pode ser chamado de um verdadeiro tiro no pé, caso venha a ocorrer.... Uma costura delicada entre lideranças do PT e do PSB tenta viabilizar uma chapa que una Lula como candidato a presidente da República e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como vice. As conversas entre os caciques políticos de partidos foram intensificadas na última semana. Alckmin ainda está filiado ao PSDB, mas de saída para outro partido que não foi definido: pode ser o PSB (com maior aproximação com o PT) ou o PSD, de Gilberto Kassab.


ORGULHO...

Levantamento nacional do Paraná Pesquisas mostra que 81,6% dos entrevistados conservam o orgulho de serem brasileiros, contra apenas 15,3% que afirmam não terem esse sentimento. Do total, 3,2% ficaram “em cima do muro”. Os brasileiros mais humildes, que têm apenas o ensino fundamental como escolaridade, são os mais orgulhosos da sua nacionalidade: 83,4%. Aqueles que têm ensino médio também têm esse sentimento muito presente (82,6%).

...DE SER BRASILEIRO

Os brasileiros mais orgulhosos da sua nacionalidade se situam nas faixas etárias dos 35 aos 44 anos e acima dos 60 anos. Em ambos os casos, 83% dos entrevistados afirmam esse sentimento. Nas demais faixas etárias o orgulho de ser brasileiro envolve também a maioria esmagadora da faixa etária dos 16 aos 24 anos (76,5%), dos 25 aos 34 anos (81,5%) e daqueles que têm idades entre 45 e 59 anos (82%). A pesquisa entrevistou 2.462 pessoas em 208 municípios dos 26 Estados e do Distrito Federal, entre os dias 26 e 29 de outubro.

A FRASE

“O assunto mais importante do mundo pode ser simplificado até ao ponto em que todos possam apreciá-lo e compreendê-lo. Isso é - ou deveria ser - a mais elevada forma de arte.” (Charles Chaplin, o eterno “Carlitos”)

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