• Daniele Jammal

Morador do Cidade Jardim teme perder emprego por não conseguir ser vacinado

Ele teve vacina negada enquanto viajava a trabalho por não comprovar residência

FOTO: O REGIONAL - Cidadão tentou registrar reclamação na Ouvidoria da Secretaria de Saúde


Guilherme Gandini

Editor-Chefe

O operador de guindaste Paulo Cezar Pupim, 54, morador do Cidade Jardim, ainda não conseguiu tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ele ficou dois meses no Rio Grande do Sul a trabalho e, lá, não foi imunizado por não conseguir apresentar comprovante de residência. Ao retornar a Catanduva, esta semana, também teve a vacina negada.

Ele esteve em três pontos de vacinação tentando explicar sua situação, na tentativa de conseguir autorização para receber a primeira dose. Mas o imunizante existente estaria reservado apenas à segunda dose e aos adolescentes.


Irritado, procurou pela Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde e chegou a discutir com um dos seguranças do local, a quem fez críticas.

“Não estou conseguindo me vacinar. Eles alegam que a primeira dose já foi. Inclusive eu estava aqui na Secretaria de Saúde, o guarda de dentro me trouxe até aqui embaixo, falando besteira para mim e falou para o outro – se ele passou a idade, se vira. Com meu costume de falar alto por causa do barulho do guindaste, ele mandou eu falar desse jeito na minha casa”, reclama.

A preocupação de Pupim, que presta serviço a uma empresa de Sertãozinho, é que ele precisaria viajar ao Nordeste nos próximos dias, mas sem estar protegido, poderá acabar desempregado.


“Se eu não me vacinar e a firma exigir o comprovante de vacina, eu perco o trabalho. Eles não vão pagar uma passagem numa distância grande dessa e eu chegar lá e voltar para trás.”

O catanduvense diz que o trabalho em lugares distantes é rotineiro, sempre cumprindo períodos de 60 dias longe de casa.


“A Ouvidoria disse que não tem a vacina. Foi quando tentei explicar pra ela que meu serviço é viajar. Aí o guarda já se intrometeu”, lamenta.


Sem saber o que fazer, o operário afirmou que tentaria registrar boletim de ocorrência para exigir seus direitos.

A reportagem encaminhou o relato à Assessoria de Comunicação da Prefeitura e questionou qual medida pode ser tomada para auxiliar o cidadão que deseja se vacinar. Não houve resposta até o fechamento desta edição.



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