• Daniele Jammal

Mãe faz rifa para compra de sonda em prol do filho portador da Síndrome de Perisylviana

Após o plano de saúde recusar a troca da sonda, a mãe está fazendo uma rifa para adquirir a sonda modelo Mic-Key, no valor de R$ 2.550,35


Foto: Divulgação - A mãe de Kauã está vendendo rifa no valor de R$ 10,00, valendo uma cafeteira


Myllaynne Lima

Da Reportagem Local


Helena Cristina Franco Salino, mãe de Kauã Salino, de 12 anos, está promovendo a venda de uma rifa em prol do filho que é portador da Síndrome de Perisylviana, que decorre de uma lesão ou malformação na fissura de Sylvania, com alteração estrutural na polimícrogiria.


“Meu filho faz uso de sonda há cinco anos. Nunca teve nenhuma intercorrência e nenhuma inflamação, nem dieta que vazasse. Há três meses solicitei ao plano de saúde a troca da sonda que sempre foi feita a cada seis meses em Ribeirão Preto, eles me disseram que não iriam fazer a troca, que meu filho poderia ficar com essa sonda por um ano a um ano e meio”, conta.


Kauã realiza acompanhamento médico, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional

Os problemas começaram há três meses. “Depois disso, resolvi fazer aqui em Catanduva, há três meses eu troquei essa sonda, só que pediram um outro modelo, desde então essa sonda vaza, sangra quando passa a alimentação. Meu filho tem sentido dor e vomitado muito. Eu tentei de todas as maneiras para que o plano de saúde realizasse a troca da sonda, porém negaram”, lamenta Helena.


Kauã realiza acompanhamento médico, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. A sonda disponibilizada pelo plano de saúde é de qualidade inferior à que Kauã utilizava modelo Mic-Key, no valor de R$ 2.550,35.


A mãe de Kauã está vendendo uma rifa no valor de R$ 10,00. O ganhador leva uma cafeteira. A divulgação das vendas é fortalecida por meio das redes sociais. Os interessados em contribuir e ajudar a criança podem entrar em contato pelo telefone (17) 99741-5712.


ENTENDA A SÍNDROME

A Síndrome de Perisylviana é identificada por meio da polimícrogiria no cérebro, na região da fissura sylviana. Ao redor dessa fissura, há uma malformação no desenvolvimento cortical caracterizada por um número excessivo de pequenos giros, dando à superfície cortical uma aparência irregular e grosseira.


A fissura sylviana engloba regiões auditivas essenciais como o córtex auditivo, que muito se relaciona com o desenvolvimento da linguagem.


Esta síndrome é rara e pode se manifestar com alguns sinais e sintomas variáveis. Engloba distúrbios que afetam a fala e os sinais pseudobulbares, caracterizados pela dificuldade de assoprar e de engolir. Há grande espectro de manifestações clínicas variando de casos leves até casos graves com comprometimento cognitivo e epilepsia.



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