• Daniele Jammal

França resgata 126 migrantes que tentavam alcançar o Reino Unido

Eles foram resgatados no Canal da Mancha, em embarcações precárias

Foto: DIVULGAÇÃO - Entre as pessoas que foram resgatadas havia crianças e bebês


Agência Brasil


Autoridades marítimas francesas resgataram, nessa sexta-feira (10), 126 migrantes, incluindo várias mulheres e crianças, no Canal da Mancha, no norte da França, quando tentavam seguir para o Reino Unido a bordo de embarcações precárias.


A primeira embarcação, que estava em dificuldades ao largo do Porto de Dunquerque, foi resgatada com 43 pessoas a bordo, entre elas seis mulheres, duas crianças e dois bebês, informou, em comunicado, a prefeitura marítima da Mancha e do Mar do Norte (Premar).


Os passageiros, um deles em hipotermia, foram resgatados por um navio-patrulha da Marinha francesa e assistidos pelos bombeiros, antes de serem entregues à Polícia de Fronteira gaulesa (PAF).


Mais 40 migrantes foram também resgatados no canal do Porto de Calais por outro navio patrulha de intervenção, socorro e salvamento que, mais tarde, encontrou e recolheu a bordo mais 43 pessoas que se encontravam numa embarcação precária ao largo de Dunquerque.


Segundo a Premar, foram todos entregues à PAF no Porto de Dunquerque.


Desde o fim de 2018, as travessias ilegais do Canal da Mancha, por migrantes que procuram chegar ao Reino Unido, têm se multiplicado, apesar dos repetidos avisos das autoridades britânicas que destacam o perigo ligado à densidade do tráfego, fortes correntes e baixas temperaturas.


De acordo com o prefeito marítimo do Premar, Philippe Dutrieux, cerca de 15,4 mil migrantes tentaram a travessia entre 1º de janeiro e 31 de agosto deste ano, dos quais 3.500 foram "recuperados em dificuldade" no estreito e levados de volta à costa francesa.


Em 2020, 9,5 mil pessoas tentaram a travessia, em comparação com 2,3 mil em 2019 e 600 em 2018.


Em meados de agosto, o naufrágio de uma embarcação causou a morte de um migrante da Eritreia.


Em 2020, quatro membros de uma família curda iraniana morreram e o filho de um ano esteve desaparecido antes de ser encontrado, segundo a imprensa britânica, vários meses depois na costa norueguesa.

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