• Daniele Jammal

Especialista explica como empresários podem cobrar devedores na pandemia

Segundo Caio Katayama, cada perfil de consumidor pede uma solução diferente

Foto: DIVULGAÇÃO - CEO recomenda busca por empresa de recuperação de crédito em casos mais graves


Da Reportagem Local

A pandemia causada pelo coronavírus afetou todos os negócios em cheio. Com os lockdowns, donos de pequenas empresas foram os que mais sofreram com a queda nas vendas. Contudo, aqueles que levaram calote sofreram em dobro. Primeiro com os fechamentos das empresas. Segundo, com a falta de pagamentos dos consumidores por produtos adquiridos e serviços prestados.

O problema não para por aí. Sem poder vender e receber o que foi vendido, o empresário sofre para pagar seus fornecedores, as despesas do estabelecimento, e, principalmente, os salários dos seus funcionários.

De acordo com dados divulgados pelo Serasa Experian, hoje existem cerca de 5,45 milhões de MPEs inadimplentes. Em maio, após quatro altas consecutivas, o indicador recuou 0,4%.

Por outro ângulo, do lado das pessoas físicas representadas pelas famílias brasileiras, o percentual de endividados chegou a 67,1% em junho segundo a Pesquisa de Endividamento Nacional do Comércio (CNC).

Para Caio Katayama, sócio fundador da Ótris Soluções Financeiras, rede de franquias especializada em recuperação de crédito de forma humanizada, o dono de uma empresa que tem um dinheiro a receber precisa primeiro identificar o perfil de quem é o seu verdadeiro cliente.

“O inadimplente é aquele que sempre pagou em dia, mas por algum problema financeiro deixou de honrar com aquele compromisso. Mas existem três perfis que não são e é preciso ter cuidado para não quebrar o seu negócio”, comenta.

Segundo o especialista em finanças, existem quatro perfis de consumidores. O primeiro deles é o que de fato é seu cliente, que gosta do seu produto ou serviço, não reclama e não quer perdão da dívida, mas sim condições para pagar.

O segundo é aquele que gasta mais do que tem (descontrolado). De acordo com Caio, para que este pague o valor devido é preciso algum esforço por parte do credor.

“Em terceiro e quarto, existem o consumidor que simplesmente não quer pagar e aquele que age de má fé. Em alguns casos, ele chega a utilizar documentos falsos para fazer uma compra”, explica.

Para efetuar a cobrança, o CEO da Ótris sugere que seja feito um movimento interno inicial de acordo com o perfil. “Faça um contato amigável e ofereça condições para que este cliente possa quitar os débitos em atraso. Se isso não funcionar, pense em buscar ajuda”.

Neste caso, ele recomenda que o empresário busque uma empresa especializada em recuperação de crédito, sobretudo, em casos mais graves.

“Lembre-se de que cada consumidor reage de uma forma quando é cobrado. Plataformas de Call Centers são especializadas para cobrar empréstimos bancários, e por isso não conseguem atender pequenas empresas do comércio e serviços. Além disso, existem muitos consumidores que somente entrarão em acordo quando o pequeno empresário encaminhar este débito para uma assessoria qualificada, pois já existe um índice de recuperação natural”, revela.


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