• Daniele Jammal

Equipe de Combate ao Aedes faz ações educativas em instituições da cidade

Trabalho foi desenvolvido no Projeto Viva Flor, Legião Mirim e Cidadão do Futuro

Foto: DIVULGAÇÃO - Ações educativas em instituições da cidade têm sido a alternativa do setor


Myllaynne Lima

Da Reportagem Local


Um dos principais problemas enfrentados pela Equipe Municipal de Combate ao Aedes aegypti (EMCAa) são as casas fechadas e recusas. Devido à pandemia, o recebimento dos agentes e o trabalho propriamente dito tiveram de se adaptar as regras sanitárias, necessitando a colaboração da população aos locais que possam parar água.


Diante desse cenário, ações educativas em instituições da cidade têm sido a alternativa do setor destacar a importância das vistorias nas residências. O conteúdo é repassado dos filhos aos pais, formando assim uma parceria entre o setor e a população.


“O setor tem realizado em parceria com diversas instituições, ações focadas a diferentes nichos, posso citar que neste mês além de ação com ONGs voltadas a causa animal, também fizemos entrevistas mostrando como o setor tem atuado em parceria com diversas secretarias municipais, mas o nosso intuito central é chamar a população não só a discussão da temática, mas principalmente em como o trabalho da equipe pode ser prejudicado pela não abertura as residências, por exemplo”, explica Diego Palmieri, responsável pelas ações educativas da EMCAa.


Na última semana o trabalho foi desenvolvido no Projeto Viva Flor, Legião Mirim e Cidadão do Futuro. As atividades educativas têm sido guiadas pela campanha #catanduvasemdengue, maneira que possibilita a população conhecer o trabalho desenvolvido pelo setor sobre o combate ao mosquito.


Apesar de a cidade apresentar redução no número de casos de dengue, Diego destaca que este tipo de dado não serve como parâmetro para excluir a possibilidade de uma nova epidemia.

“A cidade possui histórico de frequentes epidemias nos últimos anos, as cidades vizinhas já estão enfrentando aumento considerável de casos. Devo destacar ainda que as piores epidemias do município, 2014, 2015 e 2020, não vieram acompanhadas de altos índices de chuvas. Por isso a vigilância deve ser não só no combate, mas também no aprimoramento e acompanhamento de casos. Por este motivo o trabalho não só educativo, como em campo, foi intensificado logo nos primeiros meses do ano, o que nos deixa neste momento, com um quadro estabilizado no controle de casos da doença”, frisa.


De acordo com Palmieri, os principais criadouros encontrados nas residências são os bebedouros animais, ralos e materiais inservíveis.


“Todo local que pare água é um criadouro do mosquito, por isso lave os bebedouros de animal duas vezes por semana com bucha e esfregando as bordas, deixe os ralos sempre fechados jogando produtos que podem ser água sanitária, detergente comum ou duas colheres de sal diluídas em água por ralo, assim além do controle de larvas o munícipe consegue diminuir a incidência de baratas em casa, que são alimento dos escorpiões amarelos que também aparecem nesta época do ano”, completa.


Denúncias de irregularidades envolvendo focos de dengue ou agendamentos para vistorias podem ser feitas no Disque-Dengue (17) 3531-9200.

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