• Daniele Jammal

DOCE AMARGO: Afetada pela crise, cabeleireira vira Branca de Neve e vende pipoca em semáforo

Ana Cláudia fechou o salão devido a uma cirurgia; quando resolveu reabrir as portas, veio a pandemia



Foto: O Regional – Ana Cláudia, casada e com um filho de 12 anos, vende pipoca no semáforo da avenida São Domingos há 5 meses


Da Reportagem Local

Com a pandemia provocada pela Covid-19, muitos profissionais têm se reinventado para conseguir levar o sustento para casa. É o caso da cabeleireira Ana Cláudia, casada, com um filho de 12 anos, que há cinco meses vende pipoca no semáforo da avenida São Domingos, próximo à Saec.


“Eu e meu esposo estamos desempregados e esse foi um dos motivos pelo qual viemos trabalhar no semáforo. Na questão da fantasia, é que sempre tive vontade de trabalhar com criança, mas nunca tive oportunidade. Hoje trabalhando aqui, decidi me fantasiar. Além das pipocas que vendo, dou pirulito para as crianças, porque quando as crianças veem algum personagem, elas esperam algo em troca”, explicou.

Ela contou que na parte da manhã cuida do filho e à tarde começa a vender as pipocas em meio ao trânsito. “Fico até umas 18h30, 19 horas, todos os dias; somente no sábado que venho durante a manhã e fico até o meio-dia.”


Ana Cláudia fechou o salão de beleza devido a uma cirurgia. Quando resolveu reabrir as portas, veio a pandemia e ela não conseguiu mais retomar a profissão. “Para não passar necessidade, decidi vender pipoca no semáforo, afinal, tenho uma criança que depende de mim. Com as vendas, consigo pelo menos pagar as contas, para comer Deus sempre prepara alguém que me dá cesta básica”, destaca.


Ela agradece a todos que contribuem e a ajudam. “Eu não tenho palavras para agradecer cada um que passa aqui, hoje criei amigos aqui que sempre se preocupam e mandam mensagem.”

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