• Daniele Jammal

Dia de conscientização sobre a esclerose múltipla reforça importância do diagnóstico precoce

Médico esclarece os sintomas da doença que atinge 40 mil brasileiros

Foto: DIVULGAÇÃO - Após o diagnóstico, médico e paciente definem o melhor tratamento


Da Reportagem Local


Amanhã, dia 30 de agosto, é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, doença autoimune que ganhou projeção nos últimos anos. A esclerose múltipla é a principal doença inflamatória do sistema nervoso.


É uma doença crônica, autoimune e incurável, caracterizada por episódios de déficit neurológico secundários à lesão de uma estrutura chamada de mielina, uma espécie de “capa” que cobre os neurônios (células do sistema nervoso).


Segundo dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), a patologia é mais comum em jovens, sobretudo em mulheres entre 20 e 40 anos, atingindo cerca de 40 mil brasileiros.


Para proporcionar mais qualidade de vida ao paciente diagnosticado com Esclerose Múltipla e desacelerar sua progressão, é preciso ficar atento aos sintomas e começar o tratamento rapidamente.


O médico neurologista e docente do Idomed, Rodrigo Frezatti, pontua que os sintomas são diversos e muito diferentes. “O principal ponto de atenção é o caráter recorrente da doença. A pessoa pode apresentar, de maneira súbita, dificuldade para andar, formigamentos, dificuldade de enxergar e em seguida se recuperar. Logo após, o ciclo se repete e os sintomas retornam. Esses episódios, transitórios e variados, são chamados de surtos”, explica.


Os principais sintomas são fadiga, distúrbios visuais, rigidez, fraqueza muscular, desequilíbrio, espasmo muscular, alterações sensoriais, dor, disfunção da bexiga ou intestino; disfunção sexual, dificuldade para falar, engolir e de visão, alterações emocionais e cognitivas.


“Reconhecer os sintomas, permitindo o diagnóstico precoce, pode ser decisivo para a manutenção de uma boa qualidade de vida ao portador da doença”, reforça.


Após o diagnóstico, médico e paciente definem o melhor tratamento, de acordo com cada caso. Os medicamentos têm objetivo de reduzir as inflamações e a ocorrência dos surtos, preservando a função neurológica e independência do paciente. Além de medicação, a rotina do paciente também deve ser ajustada, sendo a atividade física e as sessões de fisioterapia importantes aliados.


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