• Daniele Jammal

DATA-BASE: Sindicato da Saúde endurece discurso e ameaça greve nos hospitais da cidade

Principal reivindicação é a reposição salarial com aumento real

Foto: DIVULGAÇÃO - Presidente do Sindicato da Saúde está mobilizando trabalhadores e não descarta paralisação


Guilherme Gandini

Editor-Chefe


O Sindicato da Saúde de Catanduva decidiu elevar o tom e já ameaça paralisar as atividades dos trabalhadores da categoria nos hospitais da cidade. Segundo o presidente José Vendramini, houve pouco avanço nas negociações para a data-base, que é maio.


“Estou me reunindo com os trabalhadores através de grupos, conversando nas empresas, nas ruas e no sindicato e aviso não está descartada para este ano uma paralisação geral nos hospitais, com exceção das áreas emergenciais. Vamos dar um basta”, alerta o sindicalista.


Segundo Vendramini, até o momento não houve resposta dos sindicatos patronais, nem da direção da Fundação Padre Albino e Associação Mahatma Gandhi. O diálogo está em andamento apenas com o Hospital Unimed São Domingos.


“Estamos reivindicando reposição salarial de cerca de 8% referente às perdas do período, conforme o acumulado do INPC até maio, e mais aumento real. Estamos vivendo uma inflação galopante, com aumento absurdo em todos os itens”, aponta.


Também estão sendo exigidas na pauta de negociação melhores condições de trabalho, mais funcionários de apoio para ajudar as equipes, diante do alto número de afastamentos e das demissões ocorridas ao longo da pandemia.


“Muitos profissionais da saúde se demitiram por medo, por não estarem aguentando a pressão. Tem muitos funcionários passando por problemas psicológicos, pois não é fácil enfrentar a pandemia dentro dessa área de trabalho”, pondera.


Também estão sendo exigidas melhores condições de trabalho

Outro ponto elencado é o aumento dos itens da cesta básica e a melhor qualidade dos produtos, algo que, segundo o sindicato, é alvo de reclamação geral pelos trabalhadores.


“Os trabalhadores dos hospitais e postos de saúde merecem ser bem tratados, já que eles sempre foram os heróis para enfrentar as doenças e o ambiente de trabalho, que é muito triste. São verdadeiros heróis que estão em uma guerra diuturnamente, que merecem ser respeitados. Se não fossem eles, a tragédia da pandemia teria sido muito maior”, exalta.


COVID

De acordo com Vendramini, os trabalhadores da Associação Mahatma Gandhi que estão na linha de frente do combate à pandemia na UPA, no Centro de Atendimento Covid e nos postos de saúde reivindicam insalubridade de grau máximo. “Não está sendo paga, oficializamos a Secretaria de Saúde e o Mahatma Gandhi e eles dizem que não vão pagar. Não existe doença mais grave que a Covid, altamente contagiosa, e não está fazendo jus aos 40% de insalubridade, estão recebendo grau médio”, completa.


HOSPITAIS

A Fundação Padre Albino esclareceu que as negociações salariais são conduzidas pelo sindicato patronal, Sindhosfil de Ribeirão Preto, e que os estudos de viabilidade econômica para definição da proposta de aumento salarial e eventuais outros benefícios, considerando o atual cenário de pandemia, estão em andamento.


“A Diretoria Executiva da Fundação ressalta que o assunto está sendo tratado com prioridade e que, diante de sua relevância, as negociações usualmente demandam tempo e historicamente são finalizadas sempre após a data-base, o que não implica em qualquer prejuízo ao colaborador, pois o reajuste sempre é pago de forma retroativa”, apontou.


A Unimed Catanduva preferiu não se manifestar até o final das negociações. Já a Associação Mahatma Gandhi não respondeu até o fechamento desta edição.






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