• Daniele Jammal

AVALIAÇÃO: "Catanduva não sabia o que era lockdown", diz Padre Osvaldo sobre fase mais restritiva

Prefeito acredita que cidade não voltará a enfrentar novo fechamento das atividades


Foto: Divulgação/Prefeitura de Catanduva - Restrições causadas pelo lockdown, segundo o prefeito Padre Osvaldo, mudaram visão das pessoas sobre a adoção das medidas mais restritivas


Guilherme Gandini

Editor-Chefe


O prefeito Padre Osvaldo (PSDB) acredita que a experiência vivida pela população diante do lockdown, decretado entre os dias 15 e 29 de junho, levará as pessoas a colaborarem de forma mais ativa para que a situação não se repita.


“Catanduva não sabia o que era lockdown”, resumiu o chefe do Executivo em entrevista exclusiva ao Jornal O Regional. Segundo ele, pesquisa de opinião feita pela equipe de governo teria revelado, no dia 8 de junho, que 84% dos catanduvenses eram favoráveis ao lockdown; depois da aplicação da medida, o índice teria despencado para 30%.


“Normalmente para o ser humano, o outro tem que pagar, não eu. Enquanto parte do comércio era prejudicada com as restrições, tudo bem. Na hora que chegou o lockdown, que a maioria teve que fazer restrição, então a conversa mudou”, avalia.



Ele avalia que, além do lockdown, outros três fatores contribuíram para a queda dos índices


O prefeito disse acreditar que a cidade não voltará a enfrentar o período de restrição completa. “Eu acho que Catanduva não vai precisar, se Deus permitir, de um (novo) lockdown. O índice de vacinação está aumentando. E também, se precisar de medidas mais restritivas, nós acreditamos que a população vai contribuir para não decretar o lockdown.”


Padre Osvaldo avalia que, além do lockdown, outros três fatores contribuíram para a queda dos índices de atendimentos, contágio e mortes no município: as medidas restritivas e punitivas adotadas desde 1º de junho, o ciclo natural do vírus, cujo ápice da transmissão ocorreu na última semana de maio e primeira semana de junho, e o aumento do ritmo da vacinação contra a Covid. “São vários elementos, várias ações que contribuíram para a diminuição do contágio.”


Questionado sobre os altos índices de ocupação de leitos Covid no Hospital Emílio Carlos, referência regional para atendimento a pacientes com suspeita ou confirmação da doença, o prefeito afirmou que os números não balizam as ações adotadas pelo município.


“Hospital de referência Covid não pode ser parâmetro para o município. Porque o Hospital Emílio Carlos, SUS, tem primeiramente que atender a região e, segundo, atender o Estado. Não é prioridade atender Catanduva. Catanduva faz parte de toda essa região de 19 municípios. É uma cidade entre 19 municípios, embora o hospital esteja aqui. Ele não é parâmetro para nós medirmos, porque se tem um leito disponível, vai vir pessoas de todo o Estado e não só de Catanduva”, aponta.


Osvaldo diz que o fluxo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e no Centro Covid são referências sobre o avanço do coronavírus no município. “O parâmetro são as internações intermediárias que é o caso da UPA, onde tivemos uma queda gradativa e chegamos a ter zero óbito e zero internação.”






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