Vereadores aprovam Orçamento 2022 com emenda que evita redução de verba da Câmara

Parlamentares votaram também a forma de pagamento do cartão alimentação

Vereadores aprovam Orçamento 2022 com emenda que evita redução de verba da Câmara

Foto: CÂMARA DE CATANDUVA - Orçamento da cidade foi aprovado depois de dois meses de discussão

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 18/11/2021

A Câmara de Catanduva aprovou, depois de quase dois meses de discussão, o Orçamento do município para 2022. O projeto de lei nº 128/2021, do prefeito Padre Osvaldo (PSDB), estima a receita e fixa a despesa da administração direta, indireta e autarquias.

A previsão é de R$ 641 milhões em recursos, sendo R$ 511,5 milhões para a Prefeitura. O valor global é 16,21% maior do que os R$ 551,5 milhões da peça orçamentária deste ano.

Cinco emendas foram incluídas no projeto, sendo três do presidente Gleison Begalli (PDT), uma de Maurício Ferreira (PDT) e uma de Mauricio Gouvea (PSDB). As propostas feitas pelo presidente são ligadas ao esporte e a de Maurício Ferreira destina verba ao Tiro de Guerra.

Já a de Gouvea mantém o valor do orçamento da Câmara para 2022, temática que dominou os debates dos vereadores nas últimas sessões. A emenda contrapõe decisão de Begalli em reduzir os recursos da Casa de R$ 13,3 milhões para R$ 9,6 milhões ao ano. O restante ficaria disponível para a Prefeitura utilizar. Gouvea e mais seis parlamentares foram contra a redução.

Quatro emendas foram aprovadas por unanimidade e a quinta emenda, justamente a de Gouvea, foi aprovada por maioria. Votaram a favor o próprio autor, Alan Automóveis (PP), Luís Pereira (PSDB), Marquinhos Ferreira (PT), Cesar Patrick (Republicanos), Gordo do Restaurante (PSDB) e Taise Braz (PT). Pela rejeição, votaram, portanto, os vereadores Bellê (Cidadania), Ivan Bernardi (PRTB), Ivânia Soldati (Republicanos), Maurício Ferreira (PDT) e Nelson Tozo (PDT).

O grupo de sete vereadores que assinou a emenda de Gouvea defende o congelamento do orçamento da Casa de Leis, alegando que não houve reajuste desde 2019, apesar do avanço da inflação, que há previsão de aumento salarial para os servidores, o que comprometeria parte do orçamento, e que o prédio da Câmara estaria em estado de precariedade da estrutura física.

EXTRAORDINÁRIA

Também foi aprovado em primeira e segunda discussão o projeto 140/2021, do prefeito Padre Osvaldo (PSDB), que autoriza o Executivo a substituir o cartão alimentação por pagamento em pecúnia do valor correspondente a ser depositado, mensalmente, na conta de cada servidor.