Verba da própria Câmara vira ponto central do debate sobre o Orçamento de Catanduva

Proposta de redução feita pelo presidente Gleison Begalli enfrenta resistência

Verba da própria Câmara vira ponto central do debate sobre o Orçamento de Catanduva

Foto: CÂMARA DE CATANDUVA - Vereadores adiaram, mais uma vez, a votação do orçamento de 2022

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 11/11/2021

Os vereadores de Catanduva travaram longa discussão na sessão desta semana, com direito a trocas de acusações entre eles, e centralizaram o debate sobre o Orçamento 2022 do município em um único ponto: qual será a verba que a própria Câmara terá disponível.

A reunião ordinária realizada na terça-feira, 9, tinha na ordem do dia apenas o projeto de lei 128/2021, que estima a receita e fixa a despesa do município para 2022. Conforme regimento interno, as sessões com o orçamento em pauta têm até mesmo o expediente reduzido.

O Orçamento de 2022 está estimado em R$ 641 milhões, valor 16,21% maior do que os R$ 551,5 milhões da peça orçamentária deste ano.

Entre os pontos polêmicos estão os R$ 10,5 milhões previstos para operações de crédito, o aumento das transferências correntes, que chegará a R$ 46 milhões, e nas transferências de capital – com acréscimo de cerca de R$ 24 milhões.

A celeuma envolvendo os recursos do Legislativo começaram na determinação feita pelo presidente Gleison Begalli (PDT) para que o orçamento da Casa de Leis seja reduzido dos atuais R$ 13,3 milhões para R$ 9,6 milhões. O restante ficaria disponível para a Prefeitura. A proposta encontrou resistência de alguns vereadores, que afirmam que a Câmara está sucateada.

Os mais exaltados, em seus discursos, foram Marquinhos Ferreira (PT), Maurício Gouvea (PSDB) e Alan Automóveis (PP). Luís Pereira (PSDB) também reforçou o coro e reclamou da falta de diálogo dentro da Casa.

A vereadora Taise Braz (PT) criticou o fato da Comissão de Finanças e Orçamento não ter sido consultada sobre a proposta de redução orçamentária.

Manifestação favorável à redução orçamentária divulgada pelo grupo Versus, composto por empresários da cidade, também virou tema do debate, com menção aos nomes do ex-prefeito Afonso Macchione Neto e ao ex-secretário de Desenvolvimento, Fabio Manzano.

Apesar da longa discussão, nenhum outro ponto do orçamento foi abordado pelos parlamentares. Ao final, eles aprovaram pedido de vistas pela presente sessão, de forma que o projeto de lei retornará à pauta na próxima semana, aproximando-se de 60 dias em trâmite no Legislativo. Para vigorar em 2022, a peça precisa ser aprovada até 30 de novembro.

APLAUSOS

Durante o expediente da sessão da Câmara, o presidente da Câmara, Gleison Begalli (PDT), entregou moções de aplauso aos atletas da Equipe Comando Rubro de Catanduva pelo título de campeão no Torneio 1º de Maio 2020/2021.