Troca de empresa gestora do Restaurante Popular se transforma em queda de braço

Terceirizada abandonou contrato, mas não retirou seus equipamentos do local

Troca de empresa gestora do Restaurante Popular se transforma em queda de braço

Foto: O REGIONAL - Restaurante Popular fechou suas portas de forma repentina

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 01/12/2021

Fechado há mais de duas semanas, o Restaurante Popular de Catanduva virou alvo de verdadeira queda de braço envolvendo a Prefeitura e a empresa que encerrou as atividades no local, a Nascente Refeições Coletivas. Apesar de sequer ter cumprido de forma integral o aditivo de 30 dias do contrato, a antiga gestora ainda não retirou seus equipamentos do prédio.

Em nota enviada ao Jornal O Regional na semana passada, a Prefeitura informou que a empresa foi notificada a retirar todos seus pertences em 48 horas e que a retomada da prestação de serviços ocorrerá assim que a nova empresa estiver plenamente instalada no local.

Ontem, dia 30, a Prefeitura afirmou que a Nascente Refeições não cumpriu o prazo estipulado e que, a partir disso, “o município está tomando as medidas legais necessárias, sendo necessário envolver a política de segurança pública”, sem detalhar o que realmente será feito.

A administração municipal falou, ainda, sobre a nova gestora. “Quanto à entrada da empresa que venceu a licitação, a mesma está providenciando os contratos com os colaboradores, tais como cozinheiros e nutricionista, para assumir o restaurante. O município comunicou a empresa da necessidade de assumirem o serviço o mais rápido possível, visando cumprir o contrato.”

O Restaurante Popular a fechou suas portas de forma repentina, sem aviso aos usuários, no dia 11 de novembro – uma semana antes do término do contrato, prorrogado por 30 dias no mês anterior, na tentativa de ganhar tempo até que a nova concorrência fosse concluída. A reportagem do Jornal O Regional não conseguiu contato com a Nascente Refeições Coletivas.

A gestora que assumirá os serviços é a Sepat Multi Service, com matriz em Joinville-SC. Ela receberá R$ 977,3 mil ao ano para preparar e distribuir até 300 refeições por dia, de segunda a sexta-feira. O valor representa aumento de 87% com relação ao contrato encerrado, fixado em R$ 522,7 mil. A Prefeitura pagará R$ 12,34 por cada prato e o consumidor R$ 1,99.