Taxa de coleta de lixo pode passar a ser cobrada com base no consumo de água

Estudo estaria sendo preparado pela SAEC para envio à Câmara de Vereadores

Taxa de coleta de lixo pode passar a ser cobrada com base no consumo de água

Foto: REPRODUÇÃO/VÍDEO - Custo da coleta de lixo foi tema de reunião na SAEC

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A reportagem do Jornal O Regional apurou junto a vereadores de Catanduva que o governo de Padre Osvaldo (PSDB) já articula o projeto de lei que poderá alterar a forma de cobrança da taxa de coleta de lixo pela Superintendência de Água e Esgoto, a SAEC.

A proposta ainda não foi enviada à Câmara, mas deve chegar nas próximas semanas, pois precisa ser aprovada ainda neste ano, para poder valer em 2022. Representantes da Prefeitura e da SAEC já estariam procurando vereadores para abrir diálogo e iniciar o convencimento.

As mudanças que estão sendo ventiladas trariam aumento significativo nos valores pagos pela população, já que a ideia é fazer a cobrança da taxa de forma proporcional ao consumo de água. Atualmente, o valor é definido com base na testada do imóvel – a medida da frente.

No final de semana retrasado, a consultoria que presta serviço à SAEC traçou cenário tenebroso diante dos custos com a coleta de lixo. Participaram da reunião o prefeito, o superintendente e diretores da autarquia, além de vereadores e assessores.

Pelo que foi exposto, o valor arrecadado com a taxa de coleta de lixo gira em torno de R$ 2,5 milhões ao ano, o que estaria bem abaixo das despesas com o serviço de coleta e destinação final do lixo, que devem chega a R$ 9 milhões no ano que vem.

NOVO MODELO

A cobrança com base no consumo de água poderá solucionar distorção verificada nos grandes edifícios, já que atualmente os apartamentos pagam valores irrisórios, à medida que a taxa é calculada com base na testada do prédio, como se fosse um único imóvel, possibilitando o rateio por todos os condôminos. Com a mudança, cada apartamento teria cobrança própria.

Já os proprietários de chácaras, sobretudo do Jardim dos Coqueiros, que reivindicam há anos outro modelo de cobrança, poderão ser beneficiados de forma direta. O bairro é composto basicamente por propriedades com grandes testadas, mas com poucos ou nenhum morador – muitas delas com água captada em poços – o que deve derrubar os valores assustadoramente.

Por outro lado, famílias de baixa renda de bairros periféricos, que hoje pagam baixos valores baseados na pequena dimensão de suas residências, poderão ver a conta aumentar caso o imóvel seja dividido por muitas pessoas e o consumo de água, por causa disso, for significativo.

SEM RESPOSTA

A Prefeitura de Catanduva foi questionada sobre a real situação financeira da SAEC e o risco de déficit este ano, se as despesas com a coleta de lixo são as principais responsáveis pelo quadro, se o estudo realmente está em andamento e qual a previsão para envio do projeto de lei ao Legislativo. A reportagem questionou, ainda, se a administração de Padre Osvaldo considera o novo modelo mais justo para a população. Não houve resposta até o fechamento desta edição.