Sindicato da Saúde aciona Ministério Público do Trabalho por insalubridade de 40%

Objetivo é que funcionários da UPA e unidades de saúde recebam grau máximo

Sindicato da Saúde aciona Ministério Público do Trabalho por insalubridade de 40%

Foto: DIVULGAÇÃO - Presidente do Sindicato da Saúde defende adicional no grau máximo

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 15/01/2022

O Sindicato da Saúde de Catanduva acionará o Ministério Público do Trabalho para resolver impasse sobre o pagamento de adicional de insalubridade no grau máximo de 40% aos funcionários da UPA e unidades de saúde do município durante a pandemia da Covid-19.

No entendimento do sindicato, todos os funcionários dessas unidades de atendimento estão expostos aos riscos. “O paciente com Covid-19 que adentra numa UPA ou UBS não fica restrito a uma sala e sim a toda a unidade, podendo espalhar o vírus a todos os trabalhadores”, frisa.

O órgão já havia solicitado o pagamento do benefício no ano passado, por meio de ofícios à Secretaria Municipal de Saúde e ao Hospital Mahatma Gandhi, cogestor do serviço de saúde, e também por meio do Conselho Municipal de Saúde, mas não obteve sucesso na empreitada.

O pedido foi encaminhado aos órgãos assim que a UPA foi transformada em unidade exclusiva de atendimento aos pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19, momento também que as unidades de saúde passaram a colher testes de pessoas com sintomas respiratórios.

“As respostas foram de que o Hospital Mahatma Gandhi já paga os 40% para alguns profissionais e a Secretaria de Saúde informou que não está previsto em contrato com a OS (Organização de Saúde) o pagamento de insalubridade em grau máximo”, detalha o presidente José Vendramini.

O sindicalista frisa que, com a nova onda de casos e suas variantes, a Covid-19 está ainda mais contagiosa e que os funcionários da Saúde, expostos, não estão recebendo adequadamente. “Muitos estão afastados por comorbidades, outros porque adquiriram a doença, alguns por estafa profissional, enfim, apenas palmas não resolvem o problema desses trabalhadores.”