Sem cortar água, SAEC vê inadimplência dobrar e arrecadação cair durante a pandemia

Autarquia reconheceu impacto e que não deverá alcançar receita estimada

Sem cortar água, SAEC vê inadimplência dobrar e arrecadação cair durante a pandemia

Foto: SAEC CATANDUVA - Autarquia suspendeu cortes de água por inadimplência no início da pandemia

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A Superintendência de Água e Esgoto de Catanduva (SAEC) está assistindo ao aumento galopante da inadimplência no pagamento das contas de seus serviços. De acordo com levantamento feito pela autarquia a pedido da reportagem do Jornal O Regional, os índices dobraram ao longo da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a SAEC, o ano de 2019 terminou com 6.696 imóveis inscritos como inadimplentes. No exercício seguinte, 2020, já diante do avanço da Covid-19 e com o impedimento de suprimir o fornecimento de água, a superintendência fechou o quadro de inadimplentes com 10.482 inscrições. Foram 3.786 novos devedores e alta de 56% com relação ao ano anterior.

No primeiro ano de governo do prefeito Padre Osvaldo (PSDB), a autarquia já constatou novo salto no índice de inadimplência. São 13.824 inscrições, o que representa aumento de 3.341 no comparativo com o ano anterior e de 7.128 a mais do que o verificado dois anos antes, comprovando crescimento de 106% em decorrência da crise.

Segundo a SAEC, esses números levam em consideração a inadimplência a partir da falta de pagamento do primeiro mês da tarifa de água e também da taxa de lixo.

Questionada sobre o impacto desse cenário em suas contas, a SAEC optou por encaminhar uma nota curta.

“Sim, houve impacto, prova disso é que diminuímos a receita de R$ 65 milhões para R$ 60 milhões por ano, por conta da pandemia. Apesar dessa redução, no momento não temos previsão de atingir essa arrecadação”, confidenciou.