RETROSPECTIVA JUNHO: Pressionado, Padre Osvaldo decreta lockdown em Catanduva

Ministério Público moveu ação de improbidade administrativa contra o prefeito

RETROSPECTIVA JUNHO: Pressionado, Padre Osvaldo decreta lockdown em Catanduva

Foto: PREFEITURA DE CATANDUVA - GCM realizou blitz durante o período de restrição

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 01/01/2022

O sexto mês do ano foi marcado pelo endurecimento nas regras de enfrentamento à Covid-19. Padre Osvaldo e mais 13 prefeitos da microrregião anunciaram medidas conjuntas. Foi proibido o atendimento no comércio, academias, salões de beleza e barbearia. Bares e restaurantes, somente no formato take away e delivery. Também foram suspensas atividades religiosas, esportivas e culturais, além da permanência de pessoas em espaços públicos.

Catanduva vivenciava o pior momento da pandemia, com descontrole em todos os índices. Em menos de uma semana 18 pessoas que morreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) à espera de leitos para tratamento da doença, sendo oito mulheres e 10 homens.

Em paralelo, o Ministério Público moveu ação de improbidade administrativa contra o prefeito Padre Osvaldo, acusando-o de omissão no enfrentamento ao coronavírus. No processo, o promotor André Luiz Nogueira da Cunha afirma que o gestor ignorou, por duas vezes, recomendação do Comitê Técnico de Combate à Covid-19 para instituir o lockdown.

Um dia depois de a ação ser ajuizada, o lockdown foi decretado. A medida entrou em vigor em 15 de junho e se prolongou até o dia 29. No primeiro dia de restrição total, o Boletim do Coronavírus indicava 15.373 confirmações da Covid-19 e 509 vidas perdidas desde o início da pandemia. As UTIs da UPA e dos dois hospitais estavam acima de 100% de ocupação.

No período de lockdown, foram mantidos apenas serviços essenciais e até mesmo a circulação de pessoas e veículos tornou-se restrita, sendo permitida apenas para socorro médico, compra de medicamentos e outros casos pontuais. Foram programadas barreiras de fiscalização.