RETROSPECTIVA JANEIRO: Catanduva inicia a vacinação contra o coronavírus após 181 mortes durante a pandemia

Como primeiro ato ao assumir prefeitura, Padre Osvaldo quitou Cartão Alimentação de 2015

RETROSPECTIVA JANEIRO: Catanduva inicia a vacinação contra o coronavírus após 181 mortes durante a pandemia

Foto: PREFEITURA DE CATANDUVA - Primeira vacinada foi a técnica de enfermagem Lair Aparecida

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 31/12/2021

A vacinação contra a Covid-19 começou logo no início do ano. Na primeira etapa, o público-alvo foram os profissionais de saúde. A primeira a receber a dose foi a técnica de enfermagem Lair Aparecida, 56 anos, que atua há 34 anos na área da saúde, sete deles na UPA de Catanduva.

Naquele momento, de acordo com o Boletim Diário do Coronavírus, o município contabilizava 6.422 diagnósticos positivos, 6.215 curados e 181 óbitos causados pela doença.

Além disso, as aulas nas escolas particulares de Educação Infantil foram retomadas. Catanduva seguiu as diretrizes do Governo Estadual e o decreto permitiu a volta gradativa dos alunos com 70% da capacidade. Os pais precisaram assinar um Termo de Orientação e Ciência.

Além da preocupação com a Covid-19, Catanduva também correu risco de sofrer nova epidemia de dengue. A primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) colocou a cidade em situação de risco. O índice de infestação chegou a 8,3%, bem acima do considerado satisfatório pela Organização Mundial de Saúde, que é de 1%, e superior ao registrado em janeiro de 2020 (7,1%).

Em janeiro, também houve reinvindicações. Os catanduvenses aderiram ao “Tratoraço” realizado em 450 cidades paulistas contra o aumento do ICMS. A ação foi uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp).

Outro protesto foi motivado pela redução de R$ 2,7 milhões em verbas dos Hospitais Emílio Carlos e Padre Albino, após a diminuição de 12% dos recursos estaduais repassados a Santas Casas e Hospitais Filantrópicos. O corte alcançou 180 hospitais e R$ 80 milhões por ano.

Ao final de janeiro, encerrando seu primeiro mês no cargo, o prefeito Padre Osvaldo (PSDB) pagou o Cartão Alimentação devido aos servidores municipais desde 2015. Foram destinados R$ 5,1 milhões para quitar o débito. Parte dos recursos, aproximadamente R$ 3,9 milhões, foram devolvidos pela Câmara de Vereadores ao final de 2020.