Restaurante Popular fecha as portas sem aviso prévio e deixa público sem almoço

Prefeitura confirmou impasse e afirmou que nova empresa iniciará trabalhos em breve

Restaurante Popular fecha as portas sem aviso prévio e deixa público sem almoço

Foto: O REGIONAL - Portas do Restaurante Popular ficaram fechadas nos últimos dois dias

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 13/11/2021

Quem foi ao Restaurante Popular de Catanduva na quinta e sexta-feira, dias 11 e 12, deparou-se com o prédio fechado. A suspensão do atendimento foi repentina, sem qualquer aviso aos usuários a uma semana do término do contrato da Nascente Refeições Coletivas, que assumiu a gestão da unidade em 2016.

A Prefeitura confirmou o impasse. “A empresa que presta serviços de produção de refeições para o Restaurante Popular interrompeu as atividades. Por essa interrupção foi notificada, pois o contrato ainda estava vigente. As refeições voltarão a ser oferecidas por outra empresa que deve se instalar no Restaurante Popular em breve para iniciar os trabalhos.”

O contrato atual chegou a ser prorrogado por 30 dias, no mês passado, na tentativa de ganhar tempo até que a nova concorrência fosse concluída. A reportagem do Jornal O Regional tentou contato com a empresa, mas o telefone disponível em seu site estava inoperante na tarde de ontem, 12.

A gestora que assumirá os serviços é a Sepat Multi Service, com matriz em Joinville-SC e filiais em Florianópolis (SC), Lages (SC) e Londrina (PR), que venceu a disputa com a proposta de R$ 977,3 mil ao ano. Ela terá de preparar e distribuir até 300 refeições por dia, de segunda a sexta-feira.

O valor do novo acordo representa aumento de 87% com relação ao contrato atual, que é fixado em R$ 522,7 mil. Isso significa que a Prefeitura pagará R$ 12,34 por cada prato vendido no local. O consumidor ainda contribui com R$ 1,99 para comprar sua refeição.

HISTÓRICO

A contratação da nova gestora coloca fim à oportunidade de ampliação do atendimento do Restaurante Popular. Desde agosto, o Jornal O Regional realizou ampla cobertura sobre a nova licitação e questionou a Prefeitura, em mais de uma ocasião, sobre a possibilidade de aumento do número de refeições e a oferta de café da manhã ou jantar. Não houve respostas.

O Regional também revelou a existência de dívidas trabalhistas da Nascente Refeições Coletivas, a partir de denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares, Lanchonetes, Fast-Food de Catanduva e Região (Sinthorcat). Outra reportagem do periódico deu origem a uma representação no Ministério Público, que acabou indeferida pela Promotoria.