Procon-SP orienta pais sobre os direitos do consumidor nos contratos de matrículas escolares

É possível solicitar planilha para comprovar gastos diante de eventual reajuste

Procon-SP orienta pais sobre os direitos do consumidor nos contratos de matrículas escolares

Foto: DIVULGAÇÃO - Pais e responsáveis devem ficar atentos às regras que definem direitos e obrigações

Da Reportagem Local
Publicado em 16/10/2021

Com a chegada do período de reserva ou renovação de matrículas escolares, alunos, pais e responsáveis devem ficar atentos às regras que definem seus direitos e obrigações. A cobrança da anuidade é regulada pela Lei Federal nº 9.870/1999 e pelo Código de Defesa do Consumidor.

As escolas particulares devem divulgar o texto da proposta de contrato - redigido em linguagem de fácil compreensão - no mínimo 45 dias antes do final do prazo de matrícula e disponibilizá-lo em local acessível. É fundamental que esse documento seja lido com atenção e que sejam observadas quais as datas para pagamento das mensalidades, quais as penalidades poderão ser aplicadas no caso de atraso (multas, juros, correção); quais os períodos e condições para a rescisão, transferência, trancamento e desistência de vaga.

O valor final da anuidade deve constar no contrato e não poderá ser reajustado antes de 12 meses. A regra também se aplica aos cursos organizados por semestre.

"As escolas podem aplicar reajuste na anuidade ou semestralidade; esse reajuste é feito com base na última parcela do ano anterior. No reajuste, a escola pode incluir as despesas gerais, pagamentos de impostos, aumento da carga salarial, investimentos para manutenção e conservação e investimentos no aprimoramento do sistema didático-pedagógico", explica Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Para aplicar o reajuste, a escola poderá acrescentar uma correção percentual que deverá ser proporcional ao aumento de despesas com funcionários, administrativas e pedagógicas. Em caso de dúvidas, o consumidor pode solicitar a apresentação de uma planilha para comprovar tais gastos.

ENSINO A DISTÂNCIA E ENSINO PRESENCIAL

É preciso uma avaliação individual sobre os valores cobrados em cada uma das modalidades de ensino. "No caso do ensino online, é preciso fazer uma análise de cada situação concreta, pois há casos em que a opção por esse método pode significar redução de gastos - com energia elétrica, água, etc; no entanto, também pode significar investimento na área tecnológica, com consequente aumento das despesas. Por isso, é essencial uma avaliação individual, lembrando que é direito do consumidor ter acesso à planilha de custos e despesas que aponta os motivos do reajuste aplicado", afirma Capez.