Prefeitura garante estar atenta à situação dos funcionários do Restaurante Popular

Sindicato denunciou que empresa responsável não respeita direitos trabalhistas

Prefeitura garante estar atenta à situação dos funcionários do Restaurante Popular

Foto: Divulgação - Secretária de Assistência Social diz estar acompanhando a relação entre empresas e funcionários

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A Prefeitura de Catanduva afirmou que está monitorando a situação dos funcionários do Restaurante Popular. A manifestação, em resposta a cobrança feita pela reportagem de O Regional, está relacionada a denúncia formulada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares, Lanchonetes, Fast-Food de Catanduva e Região (Sinthorcat).

Segundo a entidade, uma série de irregularidades estariam sendo praticadas pela empresa paulistana Nascente Refeições Coletivas, responsável pelo Restaurante Popular desde 2016.

A empresa estaria descumprindo cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Entre as falhas apontadas estão rescisões sem o pagamento no prazo, FGTS e INSS em atraso, pagamento de salário fora do prazo e em valor divergente com o mínimo da categoria, acordo de redução sem aval do sindicato e descontos em holerites de forma indevida, sem anuência do trabalhador.

A secretária municipal de Assistência Social, Marcela Alvares, garantiu que o município está acompanhando a relação entre empresas e funcionários. “O Restaurante Popular oferece alimentação a partir da prestação de serviços de uma empresa, então a gente está sempre em contato com a empresa, com os funcionários, para poder cobrar que a empresa garanta os direitos de cada funcionário que atua dentro do restaurante popular.”

A reportagem tentou contato com a empresa Nascente Refeições Coletivas pelo número de telefone disponível em seu site, mas não conseguiu retorno.

PREOCUPAÇÃO

Para o presidente do Sinthorcat, Hilário Lopes da Silva Neto, como o contrato da empresa com a Prefeitura terminará em outubro, a preocupação é que não ocorra o que aconteceu com as organizações de saúde, casos em que o município está tendo que arcar com as dívidas trabalhistas. “Se o município cobra e essa empresa não repassa, alguma coisa está sendo feita de errado.”