Prefeitura deve firmar contrato de R$ 977,3 mil anuais para manter Restaurante Popular

Novo acordo representa aumento de 87% com relação ao contrato atual

Prefeitura deve firmar contrato de R$ 977,3 mil anuais para manter Restaurante Popular

Foto: O REGIONAL - Empresa de Joinville deverá assumir gestão do Restaurante Popular

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 07/11/2021

A única concorrente habilitada para a etapa final da concorrência que definirá a nova gestora do Restaurante Popular de Catanduva apresentou proposta de R$ 977,3 mil anuais para gerir a unidade. Trata-se da Sepat Multi Service, de Joinville-SC, que assumirá o preparo e distribuição de até 300 refeições por dia. Outras três empresas foram desclassificadas.

O aviso de Julgamento de Classificação foi publicado no dia 5 no Diário Oficial, já com parecer favorável da Secretaria Municipal de Assistência Social. Depois do prazo recursal, deverá ser assinado o contrato. A atual administradora do local, a Nascente Refeições Coletivas, teve seu contrato prorrogado por 30 dias e prosseguirá o serviço pelo menos até o dia 19.

O valor do novo acordo representa aumento de 87% com relação ao contrato atual, que é fixado em R$ 522,7 mil. Isso significa que a Prefeitura pagará R$ 12,34 por cada prato vendido no local. O consumidor ainda contribui com R$ 1,99 para comprar sua refeição. Serão 300 pratos ao dia, de segunda a sexta-feira, alcançando 6.600 a cada mês e 79.200 por ano.

A reportagem do Jornal O Regional verificou que a Sepat – Administração de Restaurantes, conforme informações disponíveis no Linkedin, iniciou suas atividades em Joinville no ano 2000, onde está sua matriz. As filiais estão em Florianópolis (SC), Lages (SC) e Londrina (PR). 



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HISTÓRICO

A contratação da nova gestora coloca fim à oportunidade de ampliação do atendimento do Restaurante Popular. Desde agosto, o Jornal O Regional realizou ampla cobertura sobre a nova licitação e questionou a Prefeitura, em mais de uma ocasião, sobre a possibilidade de aumento do número de refeições e a oferta de café da manhã ou jantar. Não houve respostas.

O Regional também revelou a existência de dívidas trabalhistas da atual empresa, a partir de denúncia do Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares, Lanchonetes, Fast-Food de Catanduva e Região (Sinthorcat). Outra reportagem do periódico deu origem a uma representação no Ministério Público, que acabou indeferida pela Promotoria de Justiça.