Orçamento de R$ 641 milhões volta hoje à pauta da Câmara de Vereadores

Redução do duodécimo do próprio Legislativo é um dos pontos com resistência na Casa

Orçamento de R$ 641 milhões volta hoje à pauta da Câmara de Vereadores

Foto: CÂMARA DE CATANDUVA - Projeto de lei está na ordem do dia pela terceira vez na Câmara

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 09/11/2021

A Câmara de Catanduva volta a analisar nesta terça-feira, dia 9, o projeto de lei nº 128/2021, do prefeito Padre Osvaldo (PSDB), que estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício de 2022. A ordem do dia será reservada para a matéria, com apenas 30 minutos de expediente dedicados à leitura de correspondências, projetos, moções e requerimentos.

O projeto foi protocolado na Câmara no dia 24 de setembro, lido na sessão seguinte, no dia 28, e entrou em votação pela primeira vez no dia 13 de outubro, recebendo pedido de vistas por 10 dias. Depois, teve votação adiada mais uma vez na sessão de 26 de outubro, retornando agora à pauta. Para vigorar em 2022, a peça precisa ser aprovada até 30 de novembro.

O Orçamento de 2022 está estimado em R$ 641 milhões, valor 16,21% maior do que os R$ 551,5 milhões da peça orçamentária deste ano. Entre os pontos polêmicos estão os R$ 10,5 milhões previstos para operações de crédito, o aumento das transferências correntes, que chegará a R$ 46 milhões, e nas transferências de capital – com acréscimo de cerca de R$ 24 milhões.

Outro aspecto em discussão é a redução do duodécimo da Câmara, definida pelo presidente Gleison Begalli (PDT), mas que enfrenta forte resistência de alguns vereadores, entre eles Marquinhos Ferreira (PT) e Mauricio Gouvea (PSDB). O valor atual de R$ 13,3 milhões passaria para R$ 9,6 milhões ao ano. O restante ficaria disponível para a Prefeitura utilizar.

MEDALHA

A Câmara de Catanduva agendou para o dia 25 de novembro, às 18 horas, a sessão solene para entrega da medalha Zumbi dos Palmares à professora Regina Aparecida Silva. A educadora é figura de grande importância para a militância preta de Catanduva e região.

Graduada em Pedagogia e Letras, aperfeiçoou-se em Educação para Relações Étnico-Raciais pela NEAB-Ufscar. Em sua trajetória de luta, foi coordenadora da Pastoral Afro-Brasileira de Catanduva e uma das fundadoras do Movimento Negro de Catanduva (MNC).