Novo reajuste do gás de cozinha e gasolina gera revolta em consumidores de Catanduva

Um deles criticou os governadores pelos impostos sobre o combustível

Novo reajuste do gás de cozinha e gasolina gera revolta em consumidores de Catanduva

Foto: DIVULGAÇÃO - Aumento autorizado pela Petrobrás foi de 7,2% em cada produto

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 10/10/2021

A Petrobras divulgou na sexta-feira, 8, o reajuste do preço da gasolina e do gás de cozinha (GLP) para as suas distribuidoras. A medida entrou em vigor ontem, dia 9, com aumento de 7,2% em cada produto.

De acordo com a companhia, o preço médio da gasolina passará de R$ 2,78 para R$ 2,98 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,20 por litro. Já o GLP passará de R$ 3,60 para R$ 3,86 por kg, equivalente a R$ 50,15 por botijão de 13kg, reajuste médio de R$ 0,26 por kg.

Inconformado com as sucessivas altas, Antônio Carlos, 45 anos, que utiliza o carro a gasolina diariamente, alegou que a carga tributária do país é um dos maiores vilões. Ele criticou os governadores pelos impostos sobre o combustível.

“Esse é um de tantos outros absurdos que está ocorrendo em relação ao custo de vida. É um absurdo um país onde somos produtores de nossos combustíveis ter que pagar tão caro por isso. Diferente de outros países da Europa e os Estados Unidos que importam praticamente todo combustível que consomem, nós extraímos aqui e exportamos, então é um absurdo ter que pagar tão caro. Infelizmente, nossa carga tributária é o maior vilão disso tudo, se houvesse um bom senso dos governos estaduais, acredito que teríamos esses produtos bem mais em conta”, apontou.

Já William Souza, de 38 anos, pai de dois filhos, relata desespero com o preço do gás de cozinha. “Mais um aumento e o pior é que não tem outro jeito (de cozinhar). E o salário está só diminuindo. Tem muita gente passando fome e dificuldade.”

JUSTIFICATIVAS

A Petrobras destacou que aplica o reajuste sobre o GLP "após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais". Já para a gasolina A, o período de estabilidade foi de 58 dias, segundo a empresa.

A estatal afirmou que a elevação reflete os patamares internacionais de preços do petróleo, "impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial", e a taxa de câmbio, "dado o fortalecimento do dólar em âmbito global".

De acordo com a Petrobras, esses ajustes "são importantes para garantir que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras".