Nova onda da Covid-19 afasta quase 250 profissionais de saúde em Catanduva

Número soma funcionários dos postinhos, UPA e hospitais da Fundação e da Unimed

Nova onda da Covid-19 afasta quase 250 profissionais de saúde em Catanduva

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília - Atualmente, 1% dos funcionários da rede estadual está afastado

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 15/01/2022

A nova onda do coronavírus está causando preocupação nos gestores da área da saúde. Não apenas pelo rápido contágio verificado na população, mas também devido ao alto índice de afastamento de profissionais do setor, que são essenciais para o atendimento.

Em Catanduva, somente no sistema municipal de saúde, são 96 trabalhadores que estão afastados de suas funções por causa da doença ou suspeita de outras síndromes respiratórias. Desse total, 72 atuam nas unidades de saúde e 24 na Unidade de Pronto Atendimento, a UPA. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde.

Em vídeo nas redes sociais, a secretária de Saúde, Cláudia Monteiro, manifestou sua preocupação justamente sobre esse problema, acentuado nesta nova fase da pandemia.

“Vivemos um cenário diferente, uma variante diferente, com velocidade muito rápida de contágio entre as pessoas e hoje o nosso problema, nossa preocupação, é o comprometimento da nossa rede, para não entrarmos em colapso, porque estamos enfrentando o afastamento de um número muito grande de profissionais de saúde em todas as unidades”, apontou.

Outros 120 profissionais da Fundação Padre Albino também precisaram ser afastados depois de testarem positivo para o novo vírus. “Cenário extremamente preocupante. Precisamos que todos se cuidem”, declarou Renata Bugatti, diretora de Saúde e Assistência Social da FPA.

Já no Hospital Unimed São Domingos (HUSD), são 27 profissionais afastados atualmente depois de terem sido infectados pela Covid-19.

ESTADO

De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, os postos e hospitais da rede estadual de saúde de São Paulo somam cerca de 1.780 profissionais da saúde afastados com Covid-19 ou suspeita de outras síndromes respiratórias.

Segundo o órgão, o número representa 1% do total de funcionários da rede, que tem mais de 172,3 mil profissionais.