Moradores do Esplanada e Colina do Sol denunciam infestação de escorpiões

Idosa também reclama de agentes que foram ao seu bairro e não fizeram nada

Moradores do Esplanada e Colina do Sol denunciam infestação de escorpiões

Foto: ARQUIVO / O REGIONAL - Número de acidentes com animais peçonhentos aumentou 3% entre 2020 e 2021

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 02/12/2021

Foi dentro do quarto de seus dois filhos que o autônomo Mário Novelini localizou e matou dois escorpiões. O terceiro, de tamanho menor, estava no protetor de espuma instalado na porta de entrada. A família reside em um apartamento térreo no Residencial Esplanada. “Estou extremamente preocupado, pois está muito alta a infestação aqui no bairro”, acusa.

Situação parecida é vivenciada pela aposentada Elsa Cezário Barreta, que mora na rua Pinheiral, no Colina do Sol. “Nossa vila está empesteada do escorpião amarelo, alguém precisa fazer alguma coisa. Tem muitos idosos, se alguém for picado, vai morrer com certeza”, alerta.

A idosa diz que também é grande o número de baratas – o principal alimento do escorpião. Na tentativa de se proteger, Elza conta que instalou telas nos ralos e mantém seu quintal limpo, mas que as atitudes não impediram que os animais peçonhentos fossem encontrados em sua residência.

“Chamei a EMCAa, eles vieram no bairro só para passear, não fizeram nada e ainda deixaram um recado avisando que estiveram aqui. Cadê o veneno no esgoto?”, ironiza.

Questionada pelo Jornal O Regional, a Secretaria Municipal de Saúde informou que possui equipe de prontidão para atender chamados relacionados ao aparecimento de escorpiões.

“O trabalho consiste em eliminar focos, de onde vem o animal, e orientar a população com relação às medidas de prevenção. No local, os agentes fazem a busca-ativa e orientam os moradores com medidas preventivas para combater o aparecimento de escorpião”, detalhou.

Para agendar a visita da equipe de sinantrópicos, os números são (17) 3531-9373 ou 3524-2445.

Sobre a aplicação de veneno na rede de esgoto, o setor afirmou estar estudando a melhor forma. “Levando em conta que agora é o período de chuva, o que torna ineficaz o serviço”, pontuou.

NÚMEROS

O número de acidentes com animais peçonhentos aumentou 3% entre 2020 e 2021, em Catanduva. Foram 195 registros de janeiro a novembro do ano passado e 201 ocorrências no mesmo período deste ano. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde.

Com o início do período das chuvas nos meses do verão, que coincidem com as férias escolares, é comum o aumento no número de acidentes com animais peçonhentos. No país, 40% dos acidentes são registrados justamente entre os meses de dezembro e março.

O QUE FAZER

Para manter o escorpião longe, é importante manter o quintal limpo, não acumular folhas secas, entulhos, material de construção, madeira e lixo orgânico. São nesses locais onde baratas e ratos se escondem e atraem animais peçonhentos, como escorpiões e cobras.

Para evitar acidentes, recomenda-se utilizar botas, luvas ou sacos plásticos durante a limpeza da casa. Outras orientações são examinar as roupas e sobretudo os calçados antes de vesti-los, além de deixar sempre os ralos tapados tanto os internos quanto os externos.

Em caso de acidente, orienta-se lavar o local da picada com água e sabão; não fazer torniquete ou garrote, não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida, nem aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções.