Mais votado em Itajobi, Marquinhos Advogado é cassado por quebra de decoro parlamentar

Seu escritório teria exercido advocacia em ações contra o município, o que é ilegal

Mais votado em Itajobi, Marquinhos Advogado é cassado por quebra de decoro parlamentar

Foto: DIVULGAÇÃO - Dois vereadores tiveram mandatos cassados em Itajobi

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 14/01/2022

O vereador Marcos Antonio Lopes, o Marquinhos Advogado (PL), de Itajobi, teve seu mandato cassado esta semana. Ele enfrentava uma comissão processante na Câmara com diversas acusações, dentre elas abuso de autoridade e o fato de seu escritório exercer advocacia em ações judiciais contra o município, o que seria considerado ilegal pela legislação.

A sessão de julgamento foi realizada na terça-feira, 11, e Marquinhos acabou sendo cassado por 6 votos a 2. Ele não compareceu à Câmara, tendo apresentado atestado para Covid-19.

Marquinhos foi o vereador mais votado na cidade, com 768 votos, e, com o afastamento do cargo, ficará inelegível por 11 anos. Quem deverá assumir o mandato é Fabiano Gregio, primeiro suplente do PL nas eleições, ex-vereador que chegou inclusive a presidir a Casa.

Advogado da Câmara, Fabio Betarello afirmou ao Jornal O Regional que não há outras medidas a serem tomadas pelo acusado dentro da Casa de Leis. “Aqui na Câmara o processo já se encerrou, o vereador pode procurar as vias judiciais para tentar reverter a decisão do plenário”.

O presidente da Casa, Clodovil Domingos Aizza (Republicanos), preferiu não comentar os fatos e informou que ainda aguarda informação oficial da Junta Eleitoral de Novo Horizonte sobre qual o suplente do vereador Marcos Antonio Lopes, para depois definir a data de posse.

A reportagem também tentou contato com Marquinhos Advogado, mas não conseguiu retorno. Em seu escritório, a informação é que ele está em isolamento e, por isso, incomunicável.

TURBULÊNCIA

A Câmara de Itajobi vive fase turbulenta. Em novembro do ano passado, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) determinou a cassação do mandato de Luis Roberto Sperandio e dos diplomas de todos os suplentes do MDB, em virtude de fraude à cota de gênero cometida pelo partido. Com o reprocessamento dos votos, Rosângela Aparecida Gomes (PSDB) foi reeleita.