Hospitais públicos de Catanduva recebem recursos estaduais pelo programa 'Mais Santas Casas'

Iniciativa beneficiará 39 entidades na região de São José do Rio Preto

Hospitais públicos de Catanduva recebem recursos estaduais pelo programa 'Mais Santas Casas'

Foto: Divulgação / Rafael Belo - Hospital Emílio Carlos será uma das instituições contempladas

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 02/10/2021

O Governo de São Paulo anunciou na quinta-feira, 30, o programa 'Mais Santas Casas', o maior da história do SUS do estado para auxílio financeiro às Santas Casas e aos hospitais filantrópicos. Serão destinados R$ 1,2 bilhão por ano para apoiar estas unidades no custeio da prestação dos serviços SUS.

Em Catanduva, serão três instituições beneficiadas: Hospital Padre Albino, Hospital Escola Emílio Carlos e Hospital Psquiátrico Mahatma Gandhi. Os valores que cada uma receberá não foram divulgados pela Secretaria de Estado de Educação. Na região de São José do Rio Preto, serão 39 entidades e investimento anual de R$ 178,3 milhões.

O 'Mais Santas Casas' ampliará em 25% os recursos já repassados anualmente por meio de convênios, destinando mais de R$ 250 milhões extras neste tipo de auxílio financeiro e passará a alcançar 333 entidades, número 2,5 vezes maior que o de beneficiados até então – eram 130 conveniadas pelos programas pré-existentes.

A fim de consolidar todos os programas vigentes desde as gestões passadas no 'Mais Santas Casas' e torná-lo permanente, contribuindo na gestão dos processos e repasses às entidades, o governador João Doria (PSDB) assinou projeto de lei para envio à Assembleia Legislativa.

De acordo com o governo estadual, com esses recursos extras, os serviços poderão ampliar e fortalecer a assistência prestada à população das 645 cidades por meio do SUS, colaborando para cobrir o déficit de recursos resultante da defasagem dos valores da tabela definida pelo Ministério da Saúde. O programa conta com indicadores de monitoramento e avaliação.

Estruturado considerando os diferentes portes, perfis assistenciais e as formas de atuação dos serviços de saúde na rede regional, o programa foi estabelecendo em três categorias para definir o percentual de recurso extra, calculado em função do volume de atendimentos que já realizam na área de média e alta complexidade no SUS.

A primeira categoria, a de hospitais de maior porte, com mais de 150 leitos, incluindo UTIs, além de especialidades complexas como oncologia, cardiologia, neurologia e traumas, são serviços de referência para moradores dos municípios da região onde estão instalados e receberão 70% a mais do que já produzem pelo teto federal.

A segunda, que conta com os hospitais com aproximadamente 100 leitos, UTI e atendimento de alta complexidade regionalmente, serão beneficiados com 40% extras em recursos do teto. Os demais hospitais, independentemente do número de leitos, receberão 10%.