Exportações crescem 56% em dois meses e chegam a 176,6 milhões de dólares

Agora Catanduva ocupa a 54ª posição no ranking de exportadores paulistas

Exportações crescem 56% em dois meses e chegam a 176,6 milhões de dólares

Foto: DIVULGAÇÃO - Produtos mais exportados foram os açúcares de cana

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 31/10/2021

Os meses de agosto e setembro elevaram os números na balança comercial de Catanduva. As exportações aumentaram 56% no período e chegaram a R$ 176,6 milhões de dólares no ano. As divisas obtidas com a venda de produtos para o exterior em cada um desses meses foi o dobro do que o registrado em julho e quatro vezes mais do que os resultados de janeiro e fevereiro.

De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, a cidade exportou 7,9 milhões em janeiro, 8,1 milhões em fevereiro, 12,5 milhões em março, 16,5 milhões em abril e 28,5 milhões em maio. O crescimento foi interrompido nos dois meses seguintes: junho registrou 23,1 milhões e julho 15,5 milhões em vendas. Todos os valores são em dólares.

A recuperação nos últimos 60 dias foi nítida. Agosto fechou com 32,8 milhões de dólares, o melhor desempenho de 2021 até agora, seguido por setembro, com 31,2 milhões. Com a alta no período, o saldo da balança comercial no ano saltou para 170,2 milhões de dólares, considerando pouco mais de 6,4 milhões em importações nos mesmos nove meses.

No comparativo com o mesmo período do ano passado, porém, a performance das empresas catanduvenses ainda está inferior. De janeiro a setembro de 2020, foram exportados 190,7 milhões. A retração foi, portanto, de 7,4%. O resultado ao final do ano chegou a 285,3 milhões importados e 9,3 milhões em importações. Saldo de quase 276 milhões de dólares.

49ª EM SP

Catanduva melhorou quatro posições no ranking de exportadores paulistas, nos últimos dois meses. Agora o município ocupa a 49ª posição, com participação de 0,4%. Entre os importadores, é o 162º colocado, com apenas 0,01%. No Brasil, é o 206º maior exportador.

De janeiro a setembro de 2021, os produtos mais exportados foram os açúcares de cana (48%), seguido por estratos, essências e concentrados de café (25%) e pelo óleo de amendoim (22%). Os principais parceiros e destinos foram a China (30%), Itália (12%) e Japão (8,7%).

Entre as importações, as mais recorrentes foram as torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes (21%), lado a lado com leite e nata (21%). Depois aparecem as bombas para líquidos (14%). As principais fontes foram a Itália (39%), China (26%) e Paraguai (16%).