Ex-assessora de Cido Verdureiro é a primeira a ter condenação transitada em julgado

Ela e o ex-vereador foram acusados de terem exigido parte do salário de seis assessores

Ex-assessora de Cido Verdureiro é a primeira a ter condenação transitada em julgado

Foto: ARQUIVO / O REGIONAL - Vítimas alegaram que pagaram quase R$ 11 mil a Cido Verdureiro e Tânia

Guilherme Gandini
Editor-Chefe
Publicado em 19/11/2021

A ação movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP) contra vereadores de Catanduva da legislatura de 2012 a 2016, acusados de praticar rachadinha com seus assessores, transitou em julgado para a ré Tânia Regina Arone, que foi assessora do ex-vereador Cido Verdureiro. Os demais envolvidos no caso estão condenados em primeira e segunda instâncias.

Ela e Cido Verdureiro foram acusados por seis assessores que trabalharam no gabinete do vereador de terem exigido parte de seus salários em troca de seus cargos no Legislativo. Eles alegaram em depoimento à Justiça que pagaram quase R$ 11 mil para Cido e Tânia.

Inicialmente, a ex-assessora chegou a ser condenada à prisão, mas a sentença foi reformada, tendo como atenuante o fato de que ela não era vereadora. A condenação final é de pagamento de um salário mínimo, mais multa equivalente a 10 diárias mínimas – cada diária equivale a um dia de trabalho com base no valor do salário mínimo. Não há mais recursos para ela.

No ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação por improbidade administrativa dos ex-vereadores Enfermeiro Ari, Wilson Paraná, Cido Verdureiro e Wagner Luiz Pimpão Bersa, com penas semelhantes às aplicadas originalmente à Tânia. Contra eles já havia sentença na Justiça local. A decisão dos desembargadores do TJ-SP foi unânime, à época.

RELEMBRE

De acordo com os autos, entre setembro de 2013 a maio de 2014, Enfermeiro Ari, Wilson Paraná, Wagner Luiz Pimpão Bersa, Cido Verdureiro e sua assessora Tânia exigiram a divisão do salário dos assessores que trabalharam em seus gabinetes na Câmara de Catanduva.

O Ministério Público instaurou inquérito civil a fim de averiguar a veracidade dos fatos, oportunidade em que diversos assessores “parlamentares” foram inquiridos a respeito, entre eles as “vítimas”, que confirmaram ter sido coagidas a dividir parte de seus salários com os réus. Elas ressaltaram, ainda, que a prática era comum na Câmara local.