Escolas estaduais recebem mais de R$ 33 mil para compra de produtos de higiene menstrual

Programa Dignidade Íntima investiu mais de R$ 30 milhões em SP somente em 2021

Escolas estaduais recebem mais de R$ 33 mil para compra de produtos de higiene menstrual

Foto: DIVULGAÇÃO - Produtos são disponibilizados nas escolas estaduais para alunas que precisarem

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 20/10/2021

O programa Dignidade Íntima, iniciativa do Governo de São Paulo, por meio da Secretaria da Educação (Seduc-SP), completou nesta semana a marca de 120 dias desde a publicação do decreto que estabeleceu sua criação, em 18 de junho. A iniciativa visa combater a pobreza menstrual e seu impacto na educação, sobretudo na evasão escolar.

Para as dez escolas estaduais de Catanduva, foram destinados R$ 33,4 mil no período para compra de produtos de higiene menstrual. Em todo o Estado, foram mais de R$ 30 milhões. Os produtos são disponibilizados em todas as escolas estaduais para quaisquer alunas que precisarem, com destaque para aquelas em situação de vulnerabilidade.

De acordo com o programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-SP), o montante foi repassado da seguinte forma: E.E Alfredo Minervino (R$ 3.231,00); E.E Antônio Maximiano Rodrigues (R$ 2.265,00); E.E. Barão do Rio Branco (R$ 2.610,00); E.E. Cleomério José Campi (R$ 7.302,00); E.E. Professora Dinorah Silveira Borges (R$ 2.679,00); E.E. Joaquim Alves Figueiredo (R$ 3.162,00); E.E. Nestor Sampaio Bittencourt Doutor (R$ 2.265,00); E.E. Nicola Mastrocola (R$ 2.265,00); E.E. Paulo Lima Correa (R$ 2.679,00); E.E. Professor Vitorino Pereira (R$ 5.025,00).

A compra dos materiais é realizada através do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-SP) e os recursos, destinados anualmente, são repassados conforme a quantidade de estudantes elegíveis em cada escola, exclusivo para a finalidade do Dignidade Íntima.

O programa também tem como eixos a formação sobre a temática para todos na unidade, o protagonismo dos jovens, a distribuição de material informativo e a construção da rede de apoio na escola.

De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, nesses quatro meses de existência, o Dignidade Íntima mobilizou comunidades escolares, engajando e orientando tanto a equipe de profissionais das escolas como as próprias estudantes, que, além de serem beneficiadas com os materiais disponibilizados, colaboram com a divulgação do programa e na abordagem do assunto junto ao seu núcleo social – principalmente dentro do ambiente escolar.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 1 entre 10 meninas no mundo sofrem com o impacto da pobreza menstrual na vida escolar. No Brasil, estima-se que esse número seja 1 a cada 4. Em 2014, a ONU reconheceu o direito à higiene menstrual como uma questão de direito humano e à saúde pública.