Em encontros na região, pré-candidato à OAB-SP fala em reerguer advocacia paulista

Leonardo Sica esteve em Catanduva e várias cidades do Noroeste paulista

Em encontros na região, pré-candidato à OAB-SP fala em reerguer advocacia paulista

Foto: DIVULGAÇÃO - Sica lamentou a atual crise sanitária que o Brasil vive atualmente

Da Reportagem Local

A caravana da advocacia do Movimento 133, liderada pelo advogado criminalista Leonardo Sica, esteve na região de Catanduva, nesta semana, para encontros com profissionais da advocacia. Nas conversas, foram abordados os principais gargalos que os advogados encontram para exercer a profissão. Sica também falou de seus propósitos para reerguer a advocacia paulista.

Nos encontros, o pré-candidato à presidência da OAB estadual chamou atenção para temas que os profissionais devem pautar nas próximas semanas que antecedem as eleições na Ordem dos Advogados do Brasil: as próprias eleições na OAB-SP e nas subseções, assistência judiciária, falta de suporte para a advocacia enfrentar a crise da Covid-19, restrições de mercado e as dificuldades de acesso à justiça diante do distanciamento do judiciário.

Em entrevista ao Jornal O Regional, Leonardo Sica lamentou a atual crise sanitária que o Brasil vive atualmente, seja no âmbito do exercício da profissão de advogado como o sofrimento que a pandemia tem causado ao povo brasileiro. “Este é um momento de dor, prejuízo e de perdas humanas. A maior crise humanitária desta geração.”

Para o pré-candidato, o distanciamento decorrente da pandemia atinge em cheio o dia a dia de pessoas e das profissões, entre elas aquela que representa a justiça brasileira.

Sica cobrou a OAB-SP pelo descaso submetido a advogadas e advogados. “Há uma inércia da nossa representação neste momento difícil. A advocacia também sofre com o advento da crise sanitária. Estamos perdendo a nossa voz, cada vez mais suprimida. Num contexto em que já há uma distância obrigatória, enfrentamos a distância, também, da nossa representação, a OAB.”

Ele critica a atual gestão na OAB paulista, pela inércia e falta de ações. “Não sei apontar uma coisa que a OAB São Paulo faz. Pior do que errar é não fazer nada, enquanto os profissionais da advocacia estão sendo massacrados para carregar as audiências online, algo que não tem regulação e que não tem previsão legal.”

Na visão do advogado, uma OAB fraca prejudica, asfixia economicamente, deixa advogados e advogadas sem voz em audiência, enfraquece economicamente o setor e as condições de trabalho, “ao mesmo tempo em que transfere um ônus cada vez maior para os escritórios de advocacia que trabalham incansavelmente para fazer a justiça funcionar”.

Nos encontros com advogados da região, Sica reconheceu que o momento é difícil, mas que é preciso recuperar o ânimo de participar da OAB. Ele pediu união para que juntos façam uma justiça melhor.

Outros temas debatidos nos encontros trataram de questões como reforma tributária, eleições remotas para eleições da OAB, modernização da OAB, inclusão de minorias ao exercício da advocacia, acesso à justiça e diversas demandas que afetam a profissão de advogados e a sociedade paulista.

O advogado Leonardo Sica foi presidente da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP) e é fundador do Movimento 133 (M133), criado com objetivo de lutar pela valorização da profissão de advogado.

O nome M133 é alusivo ao Artigo 133 da Constituição Federal, que trata do pleno exercício da advocacia. Em 2018, Sica ficou na 3ª colocação nas eleições da OAB-SP, com cerca de 30 mil votos em uma eleição com 45% de abstenção.