Distribuição de cestas básicas para alunos da rede municipal gera aglomeração e demora

Leitora relatou que muitos idosos esperaram horas para serem atendidos

Distribuição de cestas básicas para alunos da rede municipal gera aglomeração e demora

Foto: Arquivo Pessoal - Pessoas estavam muito próximas uma das outras, sem distanciamento

Myllaynne Lima
Da Reportagem Local
Publicado em 28/09/2021

A reportagem do Jornal O Regional recebeu reclamações sobre a retirada da cesta básica para alunos da Rede Municipal de Ensino. De acordo com uma das leitoras, que preferiu não se identificar, as pessoas estavam muito próximas uma das outras, desrespeitando o distanciamento social.

“Fui buscar a cesta básica da minha cunhada da EMEF Prof. Gastão Silveira, a fila é única, não há orientação, um funcionário pediu para pegar uma senha, mas não existe senha. Todos estavam grudados um no outro, não tem distanciamento”, explica.

Ela relata ainda que muitos idosos esperaram horas para serem atendidos. “Ao invés deles atenderem as pessoas que estavam no início da fila não foi assim, são várias carteirinhas, cada moça ficou com uma escola. Pessoas idosas estavam no começo da fila, mas um monte de gente passou na frente.”

A leitora informou que chegou para buscar a cesta básica às 7h30 e foi atendida às 9 horas. Ela alegou ainda que havia em média duzentas pessoas. A distribuição do kit alimentação foi feita no complexo da antiga Ceagesp, junto ao prédio da Guarda Civil Municipal (GCM), localizado na rua São Paulo, 777 – Higienópolis.

Outro leitor também reclamou da demora em receber a cesta no sistema drive-thru. A fila de carros se estendeu até as proximidades da sede da Superintendência de Água e Esgoto, a Saec.

“A concentração da entrega de cestas aos alunos em um único local gera transtornos aos motoristas que passam pela rua São Paulo. Logo após o prédio da SAEC até a entrada do prédio onde funciona Ceagesp Municipal, GCM entre outras repartições municipais faz o trânsito ficar ainda mais difícil naquele trecho. Tudo poderia ser redistribuído em escolas onde os alunos pertencem e com isso evitar aglomerações e transtornos.”

O Jornal O Regional encaminhou a reclamação para a Prefeitura, questionando se o órgão pretende adotar outra estratégia para distribuição das cestas básicas, porém até o fechamento desta edição não houve resposta.