Depois do Centro Covid, Prefeitura ‘fecha’ Postão por economia de R$ 283 mil

Local voltará a operar apenas como Centro de Especialidades Médicas

Depois do Centro Covid, Prefeitura ‘fecha’ Postão por economia de R$ 283 mil

Foto: O REGIONAL - Postão deixa de atender urgências e emergências a partir deste domingo

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

Quinze dias depois de fechar o Centro de Atendimento Covid-19, a Prefeitura de Catanduva decidiu encerrar as atividades do Pronto Atendimento instalado há quatro meses no Centro de Saúde Dr. José Perri, o Postão. O local voltará a operar apenas como Centro de Especialidades Médicas (CEM). Já as urgências e emergências serão centralizadas no prédio da UPA.

“A medida foi tomada graças à redução do número de casos de coronavírus no município e a consequente redução da procura por atendimento na UPA/Covid, que passou a receber, temporariamente, apenas casos de infecção do vírus. Essa ação visa proporcionar uma melhor gestão dos recursos e, consequentemente, melhorar o atendimento à população”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Cláudia Monteiro.

Levantamento feito pelo Jornal O Regional no Portal da Transparência revela que a economia obtida pelo desmonte da unidade será de R$ 283,2 mil mensais. Isso se o mesmo valor elevado ao contrato existente com a Associação Mahatma Gandhi, na ocasião da montagem, for devidamente suprimido. A organização de saúde é a responsável pela cogestão da UPA.

O fechamento do Centro Covid, segundo Termo de Aditamento Contratual já divulgado pela Prefeitura, possibilitou a redução de R$ 107,5 mil mensais, mantendo o repasse no patamar de R$ 2,4 milhões a cada mês. No total, o Mahatma Gandhi recebe cerca de R$ 4 milhões mensais.

A reativação do Pronto Atendimento no Postão, em março, motivou elogios de populares, inclusive nas redes sociais. A localização central, próximo ao Terminal Urbano, e a relação sentimental da comunidade com o prédio histórico foram pontos citados. No local foram estruturados 13 leitos de observação, sendo dois leitos de urgência e emergência.

Apesar de questionada pela reportagem em duas oportunidades ao longo da semana, a Secretaria de Saúde não encaminhou os números de atendimentos feitos no Postão, durante os quatro meses de operação como pronto atendimento.

DOIS FLUXOS

Em vídeo veiculado nas redes sociais, a secretária de Saúde Cláudia Monteiro afirmou que a realidade, hoje, é diferente do momento de divisão da UPA em dois pontos de atendimento.

“Em março quando tomamos a decisão de separar a UPA entre Unidade Covid e Unidade CEM, nós vivíamos uma situação muito complicada, uma baixa cobertura vacinal Covid, número de casos positivos aumentando, número de internações também aumentando, porém, agora após todo esse período, hoje nós estamos numa realidade totalmente diferente, com poucos casos positivos no município, taxa de internação também diminuindo”, assegurou.

Ela frisou que serão tomadas as precauções para que pacientes infectados não contaminem os demais. “Posso garantir que iremos prezar pela qualidade do atendimento, com a preocupação de não ter o fluxo cruzando de paciente Covid com paciente não Covid, a unidade está sendo organizada para esse retorno e além disso, iremos monitorar dia a dia e, se percebermos uma situação de risco, iremos novamente reorganizar a assistência da melhor forma possível.”