Cetesb confirma autuações e parecer desfavorável para licença da Brumau

Indústria afirmou que está adotando todas as medidas necessárias

Cetesb confirma autuações e parecer desfavorável para licença da Brumau

Foto: ARQUIVO PESSOAL - Poeira amarela cobre veículos e móveis na Vila Engrácia, no entorno da fábrica

Guilherme Gandini
Editor-Chefe

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – Cetesb – confirmou o indeferimento do pedido de renovação da Licença de Operação do Empreendimento, em julho de 2021, para a empresa Brumau Comércio de Óleos Vegetais. O parecer desfavorável está dentro do prazo legal para recurso e reconsideração, conforme previsto na legislação vigente.

O órgão estadual afirmou, ainda, que a indústria foi objeto de autuações, com aplicação de penalidades de advertências e multas, devido à constatação de emissão de poeira fora dos limites de atividade do empreendimento, conforme denunciado pelos moradores da vizinhança.

“Tais autuações impõem ao infrator a adoção de todas as medidas técnicas e operacionais possíveis para que a problemática relatada pelos reclamantes seja sanada”, afirmou a Cetesb.

A reportagem do Jornal O Regional vem acompanhando o drama vivido pelos moradores e já apresentou, no mês passado, duas denúncias sobre a poeira amarela que recai sobre casas e carros do entorno, na Vila Engrácia. Depoimentos também foram registrados em vídeo e até mesmo um abaixo-assinado foi feito pelos vizinhos, na tentativa de sanar o problema.

Questionada, a empresa Brumau informou que abriu procedimento interno para apurar os fatos e contratou empresa especializada para auxiliar na adoção de todas as medidas eventualmente necessárias. “A empresa reforça o seu compromisso com o meio ambiente e com a cidade de Catanduva e não medirá esforços para a regularização de qualquer ponto pendente.”

POEIRA AMARELA

A principal reclamação dos moradores é sobre a emissão de poeira amarela, fruto do processo industrial, sobretudo na madrugada. “A empresa lança uma fuligem, uma poeira, um material particulado, extremamente oleoso, principalmente na calada da noite, no início da noite, onde eles acreditam que ninguém vai notar”, denunciou Carina Rosa Lopes.

Além da Cetesb, a vizinhança também apresentou denúncia à Promotoria de Meio Ambiente, acompanhado por um abaixo-assinado. O documento ao qual a reportagem de O Regional teve acesso possui quase 90 assinaturas. A reportagem tentou contato com o órgão do Judiciário, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.